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Professores denunciam assédio moral na Escola Estadual Aristóbulo Barbosa Leão, na Serra
Publicado por Redação VitóriaNews
Foto: Ellen Campanharo/Ales
Esvaziamento do turno vespertino, dificuldades para a atuação do grêmio estudantil e assédio moral são denúncias feitas por professores que atuam na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Aristóbulo Barbosa Leão, na Serra. As acusações foram levadas pelos profissionais à Comissão de Educação da Assembléia Legislativa.

O professor de História Fabricio Rufino relatou que, apesar da depressão e do pânico adquiridos, não deixava de comparecer à escola. Rufino disse que não atua mais na Aristóbulo Barbosa Leão. Um dos motivos, segundo disse, foi uma punição que considera injusta por não ter cumprido horário de aula sua disciplina.

A professora de literatura Luciana Marquesini disse que sofre constrangimento desde a entrada até a saída da escola, quando é obrigada a dizer seu nome e função e recebe orientações do tipo de que aluno não pode entrar no segundo horário, usar chinelo dentro da sala e não usar uniforme, o que, de acordo com ela, não é proibido pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu).

Outros professores que saíram da unidade prestaram depoimento, como a pedagoga Débora Ramos, a professora de Artes Gisana Paradizzo, a professora de inglês Raquel Lamas e o professor de matemática Leonardo Tássara. A saída encontrada por eles foi protocolar na Comissão de Educação documento sobre os problemas, já que a Sedu, conforme disseram, não lhes dá resposta.

Leonardo Tássara afirmou que uma aluna foi impedida de sair da sala de aula para beber água e ir ao banheiro por estar convocando estudantes para reunião do grêmio estudantil. Já a professora e ex-coordenadora pedagógica da escola Nádia Holanda disse que sofreu assédio moral e que o pessoal da administração é “tratado como escravos”. Ela afirmou que pediu para sair por conselho médico.

Governo

O superintendente de Educação de Carapina, na Serra, Rurdiney Silva, disse que assumiu em 19 de março a superintendência. Ele ouviu as denúncias dos professores. “Todas as verificações serão feitas e todas as denúncias serão encaminhadas aos órgãos competentes”, adiantou.

Ele disse que já tomou pé da situação e acertou um plano de ação para as atividades do grêmio estudantil. Mas os professores contra-argumentam que as denúncias já são antigas e que só agora chegaram à superintendência.

A reunião contou também com a presença do assessor de gestão da Sedu José Amorim Theodório, que informou que as denúncias têm de passar primeiro pela corregedoria para posterior tomada das providências.

Deputados

O presidente do colegiado Vandinho Leite (PSDB) argumentou que a solução do problema de gestão na escola não é simplesmente a transferência dos professores para outras unidades. Ele propôs, e foi aprovado pelos deputados, um pedido de informação junto à Sedu sobre o caso e também o convite do titular da pasta, Vitor de Angelo.

O objetivo é, conforme proposta do Delegado Lorenzo Pazolini (sem partido), saber se houve omissão ou falta de apuração. Segundo Pazolini, houve prevaricação.

Fonte: WebAles

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