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Crise aumenta quantidade de moradores de rua em Vitória (ES)
Publicado por Redação VitóriaNews
Foto: Antônio Moreira/VN

As pessoas indefesas estão sendo as mais sacrificadas com a grave crise política e econômica brasileira, que vem destruindo a economia e gerando milhões de desempregados. O reflexo é sentido nas ruas de Vitória (ES) com o aumento de pessoas em situação de rua. Para agravar, o forte frio piora a vida de quem está vivendo sobre as calçadas e ao relento. 

O aposentado WN, que não terá seu nome revelado a pedido do mesmo, é um desses exemplos.  Com mais de 75 anos passa a noite na Praça Ubaldo Ramalhete Maia, no Centro de Vitoria. No passado e bem perto dali, na Rua Sete de Setembro, WN relembra que durante 27 anos foi porteiro de um importante condomínio residencial dessa tradicional rua do centro histórico da capital.

Assim como os demais moradores de rua, o idoso carrega uma mochila surrada. Dentro dela, os itens básicos de sobrevivência ao relento: cobertor e agasalhos recebidos em doação, além de uma garrafinha com água. A alimentação diária às vezes se resume a biscoitos. "Não tenho como pagar aluguel", resume. 

A insana crise política traz reflexos nos índices oficiais de pessoas em situação de rua na capital; segundo dados do Serviço Especializado em Abordagem Social, da Secretaria Social o número de pessoas atendidas foi elevado de 209 para 233 comparado com o mesmo período do ano anterior. 

O crack não é um extasiante tão generalizado, apesar de uma boa maioria fazer uso junto com a cachaça. Os moradores de rua mais idosos optam por não fazer uso de crack, embora não dispensem a aguardente.

Mesmo com a forte crise econômica, ainda há a boa vontade de grupos religiosos. Tanto católicos, quanto evangélicos e espíritas. São grupos que saem do conforto de suas residências para levar cobertores, agasalhos e alimentos até às pessoas em situação de rua. 

Os membros da pastoral da Igreja Católica de Jardim da Penha integram esse grupo que distribui sopa e agasalhos, recolhidos em campanha entre a comunidade do bairro. Ainda reforçam com orações e orientação para que os dependentes químicos aceitem um tratamento para se livrar do vício.

Alguns sonham em ficar hospedados no abrigo que a Prefeitura de Vitoria mantém nas proximidades do Sambão do Povo. Mas o local é muito pequeno e raramente há vagas. O Albergue Noturno para Migrantes Bezerra de Menezes oferece atendimento social a pessoas a partir de 18 anos e que estejam de passagem por Vitória. Mas são apenas 40 vagas.

De acordo com a Prefeitura de Vitoria, o albergamento é provisório. O morador de rua é denominado nesse local de "migrante" e deverá ficar no espaço até que seja possibilitada sua inserção no mercado de trabalho ou seu retorno ao local de origem, com a viabilização de passagem por meio do albergue. Enquanto ficam no espaço, os usuários participam de atividades socioeducativas, palestras sobre o processo da migração e cuidados com a saúde.

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