sexta-feira, 12 agosto, 2022
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Homenagem a Arafat expõe rixa

MAHMUD HAMS/AFPDivergências. Mulher que apoia o Fatah segura uma foto de Arafat, em GazaRAMALLAH, CISJORDÂNIA – Os dez anos da morte de Yasser Arafat, completados nesta terça-feira, evidenciaram as sérias divergências entre as principais lideranças palestinas: o Fatah e o Hamas, que trocam acusações e insultos após uma série de ataques contra membros do Fatah na Faixa de Gaza. As celebrações em memória de Arafat, cujos palestinos nas ruas dos territórios palestinos o chamaram pelo nome de guerra, Abu Ammar, poderia ser a chance de selar a reconciliação que deu origem a um governo de unidade. Em vez disso, detona um crise e novas disputas.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, acusa os líderes do Hamas de serem responsáveis pelos ataques e tentarem destruir o delicado processo de reconciliação assinado recentemente pelos dois rivais históricos. De Gaza, o Hamas respondeu, qualificando as acusações de “mentiras”, “insultos” e “desinformação”, acrescentando que “o povo palestino precisa de um presidente corajoso”.

Em Gaza, quase nenhuma bandeira ou retrato de Arafat foram vistos nas ruas, numa prova de que o Hamas não está disposto a entregar o poder para a Autoridade Palestina de Abbas, sucessor de Arafat e líder do Fatah.

Da penitenciária onde está preso em Israel, Marwan Barghuti, membro do Fatah e líder da segunda intifada (2000-2005), divulgou uma carta à imprensa: “Temos de pôr um fim imediato à cooperação de segurança, que faz dos policiais palestinos fantoches do ocupante. Devemos prosseguir com a escolha da resistência global e militar, que é ser fiel ao legado de Arafat.”

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