sexta-feira, 12 agosto, 2022
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Ataques liderados pelos EUA mataram 865 pessoas na Síria, diz grupo

BEIRUTE – Os ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos na Síria já mataram 865 pessoas, incluindo 50 civis, desde o início da campanha em setembro contra os militantes do Estado Islâmico, informou nesta quarta-feira um grupo que monitora o conflito. Segundo o Observatório Sírio para Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, 746 dos mortos eram combatentes do Estado Islâmico. A organização acredita que o número de mortos pode ser muito maior.

esquerdaGrandeAFPARIS MESSINISRefugiados curdos sírios em um acampamento em SurucEntre os civis mortos, oito eram crianças e cinco eram mulheres. Não só extremistas do EI foram alvo dos bombardeios americanos. De acordo com o Observatório, 68 membros da Frente al-Nusra, ligada à al-Qaeda, também morreram nos ataques aéreos, que começaram em 23 de setembro.

O Estado Islâmico conquistou vastas áreas em Síria e Iraque nos últimos meses, em sua tentativa de estabelecer um califado na região. Isso motivou a formação de uma coalizão internacional liderada pelos EUA que começou a combater, em junho, seu avanço no território iraquiano.

Na Síria, os ataques da coalizão têm atingido as províncias de Aleppo, Deir al-Zor, Hasaka, Raqqa e Idlib. Os Estados Unidos disseram que vão investigar relatos de mortes de civis.

Cerca de 200 mil pessoas já morreram no conflito sírio, que já está em seu quarto ano. Durante esse período, além de opositores moderados, extremistas islâmicos se juntaram ao conflito. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), a guerra contra o regime do presidente Bashar al-Assad obrigou 7,2 milhões a deixarem suas casas em busca de abrigos dentro do país, com mais 3,3 milhões de sírios fugindo para o exterior.

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