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Presidente da Fiesp diz que Marina 'é uma boa opção'
Publicado por Editoria O GLOBO

SÃO PAULO - Após o presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal, dizer que via a eleição da candidata Marina Silva (PSB) para a Presidência com naturalidade, o presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, afirmou que a candidata do PSB é uma boa opção para o país. Como Setubal, Steinbruch não declarou seu voto.

esquerdaVerticalA afirmação foi feita em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, exibida pelo SBT. Mesmo assim, Steinbruch acredita que a presidente Dilma Rousseff (PT) é a favorita na disputa presidencial.

- (Marina) É uma boa opção para o Brasil andar para a frente - disse o presidente da Fiesp, quando o jornalista lhe pediu uma avaliação sobre a candidata.

Sobre Dilma, Steinbruch afirmou que ela teve o cenário internacional desfavorável no primeiro mandato, mas poderá sair como uma "vencedora" se tomar as medidas certas numa eventual reeleição.

O presidente da Fiesp afirmou ao GLOBO que, sem dar início às reformas trabalhistas, previdenciária, fiscal e política o próximo presidente, seja quem for, terá muita dificuldade para governar. Ele avalia que, se Dilma se reeleger, terá que fazer mudanças radicais na economia:

- Ela vai ter que ter essa coragem, porque, se não, não vai governar. Ninguém vai conseguir gerir o país se não fizer essas mudanças. A gente precisa de braço para executar. O que precisa ser feito todo mundo já sabe - afirmou.

Steinbruch destacou que o Brasil está sufocado pelo excesso de custo fiscal, pela complexidade das leis trabalhistas, pela diversidade de partidos e de composições políticas.

- Por isso, quanto mais radicais as mudanças, melhor. Quem ganha eleição tem legitimidade e força para mudar. Do jeito que está, estamos indo para trás - disse.

'DESONERA POR UM LADO, ONERA POR OUTRO'

Na reta final de campanha, o governo vem tentando se reaproximar da indústria e está anunciando uma série de medidas de incentivo aos exportadores, entre elas a redução do Imposto de Renda sobre os lucros no exterior. Até o início da próxima semana, novos benefícios serão anunciadas. O presidente da Fiesp avalia que o governo Dilma por muito tempo não ouviu a indústria.

- As coisas correram sem que prevalecesse o diálogo. Hoje, se você for discutir qual é a política industrial do Brasil, ninguém sabe. Nem o próprio governo - afirmou.

Mesmo com o governo tendo atendido a vários pleitos da indústria, como desoneração da folha de pagamentos e redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o setor continua ruim porque, para Steinbruch, o discurso é um, mas a prática é outra.

- O governo desonera por um lado e onera por outro. As agências reguladoras penalizam fortemente as empresas, assim como a Receita Federal está fazendo autuações maiores do que o próprio patrimônio das companhias. Isso gera desconfiança, mal-estar e descontentamento - afirmou.
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