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Marina diz que vai 'atualizar' CLT para tirar trabalhadores da informalidade
Publicado por Editoria O GLOBO/VITORIANEWS
Marina Silva e Beto Albuquerque durante encontro com lideranças sindicais, em São Paulo. Foto: Foto: Vagner Ramos

SÃO PAULO - A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, disse nesta quinta-feira vai atualizar as leis trabalhistas para permitir uma maior formalização da economia. Em entrevista ao "Bom Dia Brasil", a presidenciável descartou mexer em direitos adquiridos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Também afirmou que a escolha de um novo presidente na eleição de outubro será um sinal para a economia recuperar a credibilidade.

- Quando se fala em atualização é exatamente para manter os direitos conquistados, e ampliar aqueles que os trabalhadores ainda precisam conquistar. Hoje, temos 20 milhões de brasileiros que estão na informalidade. Estamos assumindo um compromisso de fazer esforço para que essas pessoas possam vir para o mercado formal de trabalho - afirmou.

Indagada sobre as formas para promover esse aumento de formalização, a candidata foi evasiva. Citou a aprovação de terceirização das atividades meios das empresas implantada no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, mas garantiu que não vai flexibilizar a CLT.

- Nós achamos que há um processo complexo em relação a CLT e se você mexer cria um problema de insegurança para os tralhadores que a duras penas conquistaram esse direito - afirmou, completando:

- Nós vamos mexer na CLT.

Marina criticou os critérios adotados pelo governo para conceder empréstimos pelo BNDES.

- O governo não pode escolher os que foram ungidos.

Questionada se as suas precauções ambientais não podem travar o desenvolvimento do agronegócio, respondeu:

- As duas coisas não são compatíveis. É fundamental juntar economia com ecologia.

Perguntada sobre a sua proposta de promover um desmame da indústria, disse que as indústrias precisam oferecer contrapartidas para terem incentivos.

- Há necessidade de incentivos para que a indústria e o emprego possam ser protegidos. Isso aconteceu em 2008 naquele momento de fragilidade. O problema é que a continuação do remédio mesmo quando o paciente já deveria ir se preparando para ter autonomia cria situação de dependência

AGRONEGÓCIO X AMBIENTALISMO

Questionada se as suas precauções ambientais não podem travar o desenvolvimento do agronegócio, respondeu:

- As duas coisas são compatíveis. É fundamental juntar economia com ecologia.

Também aproveitou para criticar a atuação do governo em favor do setor.

- O problema do agronegócio não é proteção do meio ambiente, não são índios e quilombolas. É a falta de infraestrutura, de hidrovias, de ferrovias, de termos estradas adequadas para o transporte, armazenagem e portos.

Marina foi confrontada pelos apresentadores com dados que mostram que no tempo em que foi ministra do Meio Ambiente, entre 2003 e 2008, a média de licenças para obras concedidas por ano pela pasta era de 300 e hoje esse número subiu para 800. A presidenciável alegou que os projetos apreciados durante a sua gestão era muito complexos. Citou a "Transposição do São Francisco, as usinas de Santo Antonio e Jirau e da BR-163".

COMBATE À INFLAÇÃO

Quando foi perguntada sobre a sua fórmula para combater a inflação e recuperar a economia, a candidata disse que o povo ajudará na recuperação da credibilidade ao mudar o presidente. Acusou ainda a presidente Dilma Rousseff de manipular as tarifas para tirar proveito político.

- A presidente está manipulando os preços administrados para ter bons resultados no que concerne à inflação, e mesmo assim ela está alta, para ganhar dividendos políticos.

A candidata prometeu fazer a economia voltar a crescer.

- Nós vamos fazer com que o Brasil volte a crescer. Uma boa parte do capital que o Brasil precisa não é tangível, é intangível. É confiança, credibilidade, respeito a contrato, criar um ambiente que favoreça os investidores a voltar a investir no Brasil. Isso só será possível com um governo que tenha legitimidade e que, de antemão, estabeleça o seguinte: nós não vamos nos aventurar em política econômica, não vamos inventar a roda.

Também se comprometeu a criar um conselho de responsabilidade fiscal para dar transparência aos gastos públicos.

- Nós temos um compromisso de que nós não vamos elevar o gasto público acima do crescimento do PIB e o conselho de responsabilidade fiscal tem que fazer com que o governo dê conta dos investimentos estratégicos na área social e, ao mesmo tempo, não vá pelo caminho da ineficiência, que é o que acontece hoje. Hoje o governo gasta de forma ineficiente. Você tem projetos que começam com R$ 6 bilhões, vão sendo reajustados para 10, 20, 30... E, se nós tivéssemos um conselho de responsabilidade fiscal, o governo seria cobrado para evitar este tipo de desperdício - falou a presidenciável.

CHORO AO FALAR DE LULA

A candidata ainda foi instigada a comentar o fato de ter chorado numa entrevista ao comentar os ataques que vem recebendo durante a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Ter enfrentado cinco malárias, três hepatites, uma leishmaniose, perder a mãe aos 14 anos, ter sido alfabetizada aos 16 anos, ter passado o que eu passei, vir me dizer que isso é fragilidade e não me pedir para não ter emoções. Já vi tantos líderes chorando e não é por isso que são mais fracos ou menos fracos.

centroGrandeReprodução TVMarina Silva concedeu entrevista ao 'Bom dia Brasil' nesta quinta-feira
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