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Governo argentino faz duras críticas à Alemanha
Publicado por Editoria O GLOBO

esquerdaGrandeRicardo Ceppi/O Globo/21-1-2014Ricardo CeppiCapitanich critica ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, por declarações contra o paísBUENOS AIRES - O chefe de Gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich, fez nessa terça-feira duras críticas a Alemanha, a quem acusou de "adotar uma atitude hostil em relação à Argentina", favorecendo os "fundos abutres". Capitanich se referiu especificamente ao ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, que acusou a Argentina de não pagar suas dívidas e ser um exemplo "de falta de liquidez".

Durante coletiva na Casa Rosada, segundo o jornal "La Nación", Capitanich lembrou que Chäuble participou em 1956, das negociações do Clube de Paris com uma ditadura militar que, assim como outras, deixaram para outros governos a responsabilidade de pagar as dívidas contraídas.

- As declarações do ministro nos fazem pensar por que as grandes potências mundiais não assumem uma atitude firme contra os grupos minúsculos que pulverizam o funcionamento correto do sistema internacional - disse Capitanich. - Parece que os governos estão cooptados pelos grupos financeiros e pelos "fundos abutres", contra os quais não tomam as atitudes necessárias.

Em uma conferência em Berlim, Schäuble disse que os problemas com os fundos foram causados pela própria Argentina.

- Por anos, a Argentina viveu acima de suas possibilidades, não paga as dívidas e por isso está alijada do sistema internacional de crédito - disse o ministro alemão.

O chefe de Gabinete argentino ainda acusou a Alemanha de, na ONU, votar contra a proposta de criação de um marco global de reestruturação de dívidas soberanas. No dia 9 de setembro, a Assembleia Geral da ONU concordou em negociar e adotar um marco regulatório para incrementar a eficiência e a previsibilidade do sistema financeiro internacional que permita um desenvolvimento sustentável, inclusivo e equitativo das nações.

A proposta da Argentina teve o apoio de 124 países, 41 abstenções - quase de todos os países europeus e do México - e 11 países que votaram contra: Austrália, Canadá, República Tcheca, Finlândia, Alemanha, Hungria, Irlanda, Israel, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
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