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Senadora dos EUA acusa a CIA de invadir computadores do Congresso
Publicado por Editoria O GLOBO

WASHINGTON - A presidente da Comissão de Inteligência do Senado americano acusou publicamente a CIA nesta terça-feira de invadir os computadores de investigadores da Casa para eliminar documentos relativos a interrogatórios violentos realizados pela agência contra suspeitos de espionagem. Segundo a senadora Dianne Feinstein, isso teria violado leis federais e o princípio constitucional de vigilância do Congresso.

- Não estou tratando disso levianamente - disse. - Estou muito preocupada. A busca da CIA pode ter violado o princípio de separação de poderes inscrito na Constituição.

O diretor da CIA, John Brennan, negou a acusação, afirmando que "nada poderia estar mais longe da verdade".

- Nós não estamos tentando impedir sua divulgação (dos documentos) - acrescentou Brennan.

A comissão de inteligência iniciou uma investigação em 2009 sobre o programa de interrogatórios da CIA, incluindo a chamada prática de simulação de afogamento, durante os mandatos de George W. Bush (2001-2009).

Investigadores da comissão tiveram então acesso a um prédio de alta segurança, não muito distante de Washington, e a mais de 6 milhões de documentos entregues pela CIA, os quais podiam consultar em computadores protegidos e aos quais a CIA não deveria ter acesso, segundo um acordo entre o Senado e a agência de inteligência.

Mas em 2010, mais de 900 páginas com documentos particularmente importantes desapareceram dos expedientes protegidos dos investigadores, segundo Feinstein. Não ficou claro quais documentos especificamente sumiram.

- Em 15 de janeiro de 2014, o diretor da CIA (John) Brennan convocou uma reunião de emergência para informar que, sem notificação prévia ou a aprovação, o pessoal da CIA tinha mexido - estas foram as palavras de Brennan - nos computadores da comissão no edifício exterior -contou a senadora.

O inspetor-geral da CIA repassou o caso ao Departamento de Justiça dos EUA, segundo Feinstein.
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