quinta-feira, 7 julho, 2022
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SuperVia é multada em R$ 240 mil pela circulação de trens com portas abertas

RIO – A SuperVia terá que pagar R$ 240 mil por descumprir liminar que obriga a concessionária a impedir a abertura indevida das portas dos trens em circulação. A decisão foi dada na tarde de ontem pela juíza Maria Isabel Paes Gonçalves, da 6ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio. A liminar, concedida em abril de 2009, estabelecia multa de R$ 20 mil para cada evento de circulação de composições com portas abertas.

Segundo o tribunal, as multas são por conta de descumprimentos nos dias 27 de outubro e 3 de novembro de 2011; 10 e 17 de fevereiro e 13 de abril de 2012; 12 e 15 de abril, 12 de novembro, 1º e 24 de outubro e 7 e 29 de novembro de 2013. Após ser intimada, a SuperVia terá 15 dias para pagar a multa de R$ 240 mil, sob pena de multa percentual de 10%.

Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro protocolou na Justiça um pedido de multa de R$ 2,1 milhões contra a Supervia. Em nota, o MP informa que a petição é por conta do descumprimento de itens da liminar obtida na Justiça em 2009. Ela exige solução para a má qualidade dos serviços de trens, principalmente no que diz respeito a atrasos, tumultos, acidentes e paralisação dos serviços.

No dia 22 de janeiro, passageiros da SuperVia enfrentaram um dia de caos. Uma composição, que seguia da Central do Brasil para Saracuruna, atingiu a rede aérea ao descarrilar, por volta das 5h15m . Com isso, parte da estrutura que sustenta a fiação caiu, afetando o fornecimento de energia entre as estações Mangueira e Central. Por conta do acidente, a circulação ficou prejudicada em todos os ramais, já que os trens não podiam chegar à Central. Os ramais só voltaram a funcionar normalmente às 18h15m, 13 horas depois da interrupção no serviço.

Dois dias depois, usuários do serviço voltaram a enfrentar transtornos. Nas redes sociais, alguns reclamaram de filas enormes na estação de Nilópolis, na Baixada Fluminense, onde um trem apresentou problemas. De acordo com a concessionária, a composição teve de parar ao apresentar falha mecânica. Houve relatos de pessoas andando pelos trilhos até a estação seguinte, a de Olinda. Por causa do problema com o trem, passageiros dizem que ocorreram atrasos.

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