quarta-feira, 29 junho, 2022
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“Operação Satiagraha”, de Protógenes Queiroz está nas bancas

Chefe do setor de inteligência da Polícia Federal, Protógenes Queiroz comandou durante um ano e meio uma equipe de 26 policiais naquela que ficou conhecida como a maior operação de todos os tempos. Em 8 de julho de 2008, após quatro anos de investigações, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma grande ação contra o desvio de verbas públicas, crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. A intervenção prendeu supostos contraventores como banqueiros, empresários e até ex-prefeito.
Para dar detalhes exclusivos sobre o caso, a Editora Universo dos Livros lança o título Operação Satiagraha, escrito pelo hoje deputado Protógenes Queiroz. Com tom de confidência, a publicação traz à tona os bastidores de um dos maiores escândalos da história do Brasil pós-ditadura militar. Para preservar os investigados em processos que ainda estão em fase de julgamento, Protógenes optou por modificar o nome de pessoas e empresas envolvidas na investigação.
“Estou sempre vigiado, mas nunca estou sozinho. Pertenço a um sistema que está ativo. É aquilo: uma vez integrante da área de inteligência, você nunca sai. Não lhe é permitido sair. Você pode ficar adormecido, mas excluído, nunca. Assim como o Morcegão não dorme, eu também não durmo”, comenta o autor no início do livro.
Mesmo com os holofotes voltados ao caso, no dia 14 de julho de 2008, exatamente seis dias após a deflagração da operação, Protógenes Queiroz foi afastado pela PF, com a justificativa que ele iria fazer um “curso de reciclagem”. Mas, segundo o autor, seu desligamento foi proposital “me afastaram para que eu não concluísse a investigação”.
Na reviravolta do caso, Protógenes Queiroz foi acusado de investigar ilegalmente a vida de autoridades, como senadores e do ex-presidente. Porém, o fato acabou sendo desmentido e Protógenes foi considerado inocente pelo MPF, que não viu crime e nem nulidade.
Ao todo, a operação dirigida por Protógenes levou a polícia a cumprir 24 mandados de prisão e 56 de busca e apreensão. Além disso, mobilizou cerca de 300 homens da PF e foi realizada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal.

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