Rio Como Vamos: os desafios de Rocinha e Cidade de Deus - Vitória News
Vitória News
Olá. Detectamos que você está usando o Internet Explorer ou o Edge.

Nosso site é compativel somente com os navegadores Google Chrome, Mozilla Firefox, Safari ou Opera.

Use um desses navegadores caso já tenha instalado em seu dispositivo ou faça o download clicando no botão abaixo. Você será redirecionado para uma página onde poderá escolher o navegador que desejar e ele será baixado diretamente de sua página oficial de forma segura.
Clique aqui para atualizar o seu navegador
Geral
Rio Como Vamos: os desafios de Rocinha e Cidade de Deus
Publicado por Editoria O GLOBO

RIO - A Cidade de Deus é plana e nasceu como um conjunto habitacional, construído em Jacarepaguá, na década de 1960, para abrigar famílias removidas de favelas da Zona Sul. Foi pacificada em 2009. Já a Rocinha foi erguida num terreno acidentado, com vista para o mar, a partir de uma ocupação espontânea na década de 50. Ganhou status de bairro em 1993, e sua pacificação ocorreu em 2012. As duas comunidades, que surgiram de maneira tão distinta, têm desafios comuns nas áreas de educação, saúde e segurança, avalia o movimento Rio Como Vamos (RCV). Entre eles, estão a falta de escolas de ensino médio, as taxas elevadas de mortalidade infantil e os altos índices de agressão a mulheres.

Em relação ao crescimento populacional, Cidade de Deus e Rocinha são bem diferentes. Na contramão do município, cuja população cresceu 7,9% - na comparação entre os Censos de 2000 (5,8 milhões de habitantes) e de 2010 (6,3 milhões) -, a Cidade de Deus perdeu 3,9% de moradores (de 38.016 para 36.515) em dez anos. Enquanto isso, a Rocinha saltou de 56.338 para 69.356 (23% de aumento).

Segundo o Censo 2010, chega a 5,5% (2.026) na Cidade de Deus, e a 5,1% (3.533) na Rocinha o percentual da população que tem entre 15 e 17 anos, faixa etária que deveria cursar o ensino médio. Apesar disso, só há uma escola de ensino médio na Cidade de Deus. E, para atender os jovens da Rocinha, existe apenas o Ciep Ayrton Senna da Silva, na Autoestrada Lagoa-Barra, em frente à comunidade.

De acordo com a Secretaria estadual de Educação, em 2013, havia no Ayrton Senna 926 alunos matriculados no ensino médio. Desse total, 75% eram moradores da Rocinha. Em 2012, a distorção idade/série nesse Ciep foi de 72,6%, bem acima da registrada no município (47,3%). A taxa de aprovação também se mostrou baixa: 49% no mesmo ano. Ambos os resultados geram preocupação quanto ao rendimento dos alunos, e o RCV chama a atenção para a necessidade de inserir esse tema na pauta de discussões das políticas públicas estaduais.

Na Cidade de Deus, a distorção idade/série dos alunos também requer atenção: de 2006 a 2010, o indicador vem crescendo, saindo de 87,3% (2006) para 92,5% (2010). A boa notícia é que há uma tendência de melhora na comparação dos índices de 2011 (85,8%) e 2012 (70,7%), mas a situação é tão alarmante quanto a da Rocinha. É interessante observar que, se o nível de distorção permanecer alto nos próximos anos, poderá prejudicar a qualificação desses jovens para o mercado de trabalho.

- Não temos escola de ensino médio para atender à demanda da comunidade, mas parece que a situação será resolvida, em breve, quando for inaugurada uma nova unidade escolar no antigo prédio da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) - avalia Maria do Socorro de Melo Brandão, moradora da Cidade de Deus há 33 anos.

Morte de bebês ainda é alta

Na área da saúde, o RCV não identificou mudança acentuada nos indicadores. Apesar de a mortalidade infantil ter se estabilizado nas duas regiões, de 2011 para 2012 os números ainda estão acima do patamar aceitável pela ONU (dez óbitos por mil nascidos vivos). No atendimento de pré-natal, a situação se complica ainda mais: em 2012, entre as mães que deram à luz bebês vivos, 53% da Cidade de Deus e 34% da Rocinha fizeram menos de sete consultas de pré-natal. Para Marcos Braz, morador da Rocinha, a comunidade continua também sofrendo fortemente com a falta de saneamento básico. Lá, o número de casos de dengue aumentou de 875 (2012) para 1.564 (2013).

- Ainda existe muita vala a céu aberto, e isso contribui para a proliferação de ratos, mosquitos e o aumento de casos de dengue na Rocinha - diz Marcos.

Na segurança, o RCV observa que a política das UPPs pode estar se refletindo no aumento das notificações de crimes. No caso de agressão a mulher, a Cidade de Deus acompanhou o aumento de registros do município: entre 2009 (ano da pacificação) e 2012, subiu de 18 para 23. Na Rocinha, os registros de internações de mulheres por agressão caíram de 31 para 20, entre 2007 e 2011, subindo para 39 em 2012 (ano da pacificação).

Qualidade de vida na cidade é avaliada

O Rio Como Vamos (RCV) avalia a qualidade de vida do carioca em dez áreas: saúde; transportes; educação; segurança pública; pobreza e desigualdade social; meio ambiente; lazer e esporte; saneamento básico; inclusão digital; trabalho, emprego e renda. Os dados são divulgados no GLOBO e no site do RCV.

O RCV tem o apoio de: Firjan, Fecomércio, Associação Comercial, Observatório de Favelas, Iser, CDI, Cedaps, Idac, Ethos, Light, Instituto do Trabalho e Sociedade, Santander, Grupo Libra, Fundação Avina, Metrô Rio, UTE Norte Fluminense, KPMG, OnBus Digital, Instituto Invepar, The Climate Works e Vale.
X
Olá! Faça seu cadastro no VitóriaNews.
{{app_feedback}}
{{getTitulo}}
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentando como
{{dados_login.nome}}
Sair
{{app_feedback_comment}}
{{comentario.nome}}
{{comentario.comentario}}