quarta-feira, 29 junho, 2022
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Consumo de heroína aumenta nos Estados Unidos

NOVA YORK – A morte do ator americano Philip Seymour Hoffman por uma suposta overdose de heroína – droga que teve efeitos desastrosos nas décadas de 70 e 80, e ajudou a difundir a Aids – trouxe de volta a discussão sobre o aumento do consumo nos Estados Unidos, principalmente em Nova York. Um relatório da Administração para Controle de Drogas (DEA) do ano passado informou que “a disponibilidade da heroína continuou aumentando em 2012” no país, devido à uma maior produção no México e à uma expansão da atividade dos traficantes nesse país vizinho. O mesmo estudo acrescenta que é possível observar um crescimento do consumo em pessoas cada vez mais jovens.

A apreensão também tem aumentado – em Nova York, o número cresceu 67% nos últimos quatro anos. Em 2012, o escritório do DEA na cidade apreendeu 144 kg de heroína, quase 20% do total no país, no valor de cerca de US $ 43 milhões. A mais recente, na semana passada, levou à incineração de 13 quilos de heroína, com valor de 8 milhões, no Bronx. Os envelopes usados na distribuição da droga – que são vendidos por até US$ 6 – tinham escritos nomes como “NFL” (Liga Nacional de Futebol), “iPhone” e “Paralisação do governo”, uma prática comum no submundo da heroína. Nos envelopes achados na casa de Hoffman, haviam alguns com os nomes “Ás de Espadas” e “Ás de Copas”, segundo a polícia, que procura a pessoa que forneceu as drogas ao ator.

Os nova-iorquinos que têm entre 45 e 54 anos, a mesma faixa etária de Hoffman, registram a taxa mais alta de mortes por heroína, de acordo com o Departamento de Saúde de Nova York. Recentemente, 22 pessoas morreram em Pittsburgh depois de uma overdose de um lote de heroína misturada com fentanil, um poderoso opiáceo geralmente usado por pacientes com câncer.

O comércio também tornou-se mais organizado. Não faltam serviços de entrega e fábricas altamente organizadas foram encontrados em áreas de classe média da cidade como Riverdale, no Bronx, e Fort Lee, em Nova Jersey. Algumas autoridades temem que os esforços para reduzir o abuso de medicamentos controlados pode estar contribuindo para o aumento do consumo da droga.

– O que estamos vendo, com a maior dificuldade de acesso a outros medicamentos, é uma mudança para a heroína – disse ao jornal “New York Times” Andrew Kolodny, diretor da Fundação Phoenix House, centro de tratamento da toxicodependência.

Segundo o Instituto Nacional de Abuso de Drogas, mais de 4 milhões de americanos experimentaram a droga ao menos uma vez na vida. Estima-se que 23% das pessoas que consomem heroína se tornam dependentes. A ONG Drug Alliance Policy informa que, das 115 mil pessoas nos Estados Unidos que recebem metadona (uma droga que alivia o uso da droga), 40 mil vivem em Nova York.

O consumo da droga, derivada da morfina e produzida a partir do ópio extraído da papoula, expandiu-se na década de 70, época em que matava cerca de 650 por ano. Nos anos 80, haviam aproximadamente 200 mil dependentes de heroína na cidade, e 50 mil nos Estados Unidos. Mas, o crescente consumo da cocaína, a partir da década de 80, deixaram a heroína em segundo plano nos anos seguintes.

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