domingo, 26 junho, 2022
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Abbas sugere que tropas da OTAN façam segurança em futuro Estado palestino

JERUSALÉM – O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, sugeriu que tropas da OTAN, lideradas pelos Estados Unidos, permaneçam na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, em um futuro Estado palestino, a fim de garantir a segurança de Israel. Em entrevista ao jornal “The New York Times”, Abbas concordou que o período de transição entre a assinatura do acordo de paz com Israel e a retirada de todas as suas tropas do lado ocidental do rio Jordão seja não de três mas, sim, de cinco anos.

Antes disso, a parte israelita insistia em que o período de transição fosse de 10 a 15 anos. Após a retirada das forças israelenses, elas seriam substituídas “por tempo indeterminado” por tropas da OTAN.

– Elas permaneceriam onde quiserem e não só nas fronteiras orientais, mas também nas ocidentais. Por um longo tempo, pelo tempo que desejarem. A OTAN pode estar em toda parte, por que não? – afirmou. – As tropas estrangeiras podem ficar para tranquilizar os israelenses e para nos proteger. Estaremos desmilitarizados.

Abbas, no entanto, foi inflexível em relação ao prazo estipulado para um período de transição de cinco anos, afirmando que, se os palestinos fossem julgados pela sua capacidade de manter a segurança, seria uma “humilhação”.

– Eles vão nos testar e é claro que vamos falhar.

Segundo o líder palestino, enquanto o ex- primeiro-ministro Ehud Olmert é favorável à ideia de tropas estrangeiras substituindo soldados israelenses na Cisjordânia, Netanyahu pessoalmente rejeita a ideia.

O secretário de Estado americano, John Kerry, retomou as negociações entre Israel e os palestinos em julho de 2013, após três anos de paralisia, mas encontra dificuldades para aproximar a posição dos dois lados, apesar das várias viagens à região. A exigência de Israel de uma permanente presença militar no vale do Jordão, a provável fronteira leste de um Estado palestino na Cisjordânia e Faixa de Gaza, tem sido um grande motivo de discórdia em conversações de paz mediadas pelos Estados Unidos, iniciadas em julho e agora estagnadas, com as duas partes muito distantes uma da outra.

Autoridades israelenses dizem que a presença militar no vale do Jordão é vital para a segurança do país e expressam a preocupação de que a Cisjordânia possa se tornar uma plataforma de ataques de militantes palestinos se as tropas israelenses se retirarem completamente. Algumas delas defendem uma presença militar de Israel por 40 anos.

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