domingo, 26 junho, 2022
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Republicanos reagem a discurso de Obama em tom competitivo

WASHINGTON – Parlamentares republicanos dos Estados Unidos responderam em tom competitivo ao pronunciamento anual do Estado da União do presidente dos EUA, Barack Obama, com diferentes alas do partido disputando para avançar com suas próprias receitas para o melhor caminho a ser trilhado pelo país. Em seu quinto discurso anual, em sessão do Congresso transmitida ao vivo no início da madrugada de quarta-feira (horário de Brasília), Obama desafiou a oposição declarando que não vai mais esperar a colaboração dos republicanos para implementar sua agenda. Obama decidiu aprofundar o uso de ordens executivas – que alteram políticas sem o aval parlamentar – e anunciou doze delas, abrangendo do mercado de trabalho à previdência, de energia à educação.

A deputada Cathy McMorris Rodgers, responsável por entregar a resposta oficial dos republicanos ao presidente, reforçou a antiga doutrina do partido que “defende o livre mercado e confia nas pessoas para que tomem suas próprias decisões, e não um governo que decida por você”.

McMorris Rodgers, em seu quinto mandato como parlamentar do Estado de Washington, desferiu um amplo golpe contra o Obamacare, projeto do governo para a área da saúde aprovado em 2010, mediante oposição dos republicanos. Ela atacou os atrasos e as quase 50 alterações significativas no programa de saúde desde sua sanção.

“Nós falamos com pessoas até demais que receberam notificações de cancelamento que não esperavam, ou que não poderiam mais consultar seus médicos de sempre”, disse McMorris Rodgers sobre a reforma no sistema de saúde, que enfrentou problemas no início de operação. “Não, não devemos retornar a como era antes, mas a lei de saúde do presidente não está funcionando”, disse ela.

No pronunciamento, Obama surpreendeu ao não abordar os problemas técnicos que tornaram a estreia do mercado de saúde um pesadelo até o início de dezembro – um dos motivos para sua aprovação ter desabado. Ao contrário, pediu que os americanos já matriculados incentivem e ajudem outros a contratarem seguros e alertou o Congresso de que não aceitará novas batalhas em torno da nova legislação de saúde – o mais importante avanço de seu primeiro mandato.

Oposição defende redução de impostos

Os senadores Rand Paul, do Estado do Kentucky, e Mike Lee, do Utah, políticos de destaque do movimento conservador de oposição Tea Party, protagonizaram diferentes repostas ao discurso do presidente.

Paul, que entrou para o Senado em 2011 e é com frequência cotado como possível candidato presidencial para 2016, recorreu à base conservadora do Partido Republicano.

“O crescimento econômico virá quando baixarmos os impostos para todos”, disse Paul. “O gasto governamental não funciona”.

As iniciativas do Tea Party, segundo Lee, que vão de reformas na seguridade social e na justiça criminal à concessão de subsídios corporativos, “vai colocar os americanos de volta ao trabalho, não só ao reduzir o tamanho do governo, mas ao consertar um governo quebrado”.

Uma das mudanças anunciadas por Obama é o aumento do salário mínimo. A Casa Branca obrigará os fornecedores do governo a pagarem uma remuneração de pelo menos US$ 10,10 a hora, contra os US$ 7,25 do piso federal. Desde o discurso de 2013, Obama vem defendendo a elevação geral e reajustes anuais atrelados à inflação, para recompor o poder de compra dos trabalhadores, especialmente no setor de serviços. O Partido Republicano tem bloqueado o projeto de lei na Câmara.

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