quinta-feira, 7 julho, 2022
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Participação em referendo da nova Constituição no Egito fica abaixo do esperado

CAIRO – A participação no referendo popular realizado durante a semana no Egito para legitimar a nova Constituição, aprovada no início de dezembro passado, não confirmou as expectativas do Ministério do Interior. Na última quarta-feira, segundo e último dia da votação, o governo informou que 55% dos eleitores teriam ido às urnas, com 65% de votos para o “sim”, aprovando a nova Carta. Neste sábado, porém, a Suprema Comissão Eleitoral do Egito afirmou que 38,6% dos mais de 53 milhões de cidadãos aptos a votar no país participaram da consulta. Isso equivale a 20,5 milhões de pessoas.

O total fica pouco acima dos 33% que compareceram ao referendo constitucional anterior, em 2012, durante o mandato do presidente Mohamed Mursi. A baixa participação põe em dúvida a eficiência da consulta, apesar do alto índice de aprovação, este sim confirmando as previsões: 98,1%.

É a primeira votação desde que os militares depuseram Mursi, o primeiro presidente a chegar ao poder em eleições democráticas no Egito, após uma série de protestos em massa, em julho do ano passado. A consulta popular é considerada peça-chave para legitimar o governo interino, apoiado pelos militares, assim como seus planos de realizar eleições parlamentares e presidenciais.

O referendo é a primeira etapa de um roteiro estabelecido pelo Exército para uma “transição democrática”, sob as regras da nova Constituição, que dá amplos poderes aos militares, incluindo a capacidade de processar civis. O comparecimento pode prejudicar os planos do governo interino de lançar a candidatura à Presidência do general Abdel Fattah el-Sisi, que liderou o golpe com alto apoio popular contra Mursi.

Simpatizantes de Mursi e da proscrita Irmandade Muçulmana boicotaram o referendo e denunciaram que os resultados foram manipulados. A Irmandade prometeu continuar com os protestos que organiza quase diariamente no país.

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