quarta-feira, 29 junho, 2022
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Papa faz crítica ao aborto e diz que a prática evidencia a ‘cultura do descarte’

CIDADE DO VATICANO – Depois de surpreender o mundo batizar o filho de uma mãe solteira, no domingo, o Papa Francisco fez um aceno aos conservadores em uma crítica contundente ao aborto nesta segunda-feira. Em seu discurso ao corpo diplomático credenciado no Vaticano, o Pontífice afirmou que “causa horror apenas pensar nas crianças que nunca poderão ver a luz, vítimas do aborto”. O Papa já havia expressado a rejeição ao aborto em sua primeira exortação apostólica, em 26 de novembro, mas na época pediu à Igreja para “acompanhar” às mulheres que recorreram a essa prática pressionadas por situações duras como o estupro e a pobreza extrema.

Nesta segunda, Francisco voltou a denunciar a quantidade de alimentos que se desperdiça a cada dia em muitas partes do mundo e a cultura do descarte.

– Infelizmente, não são objeto de descarte apenas os alimentos e os bens supérfluos, mas com frequência os próprios seres humanos, que são descartados como se fossem coisas desnecessárias.

O Papa também pediu maior respeito aos imigrantes e denunciou a perseguição dos cristãos na Ásia, África e Oriente Médio.

Audiência inédita sobre pedofilia

Na próxima quinta-feira, o Vaticano tem uma audiência inédita com o Comitê de Direitos Humanos da ONU para avaliar, entre outras coisas, a resposta da Igreja aos abusos sexuais contra menores durante décadas. Até então, nenhum organismo internacional havia questionado a Santa Sé. Organizações e vítimas europeias, americanas e mexicanas levaram ao Comitê, em Genebra, queixas e inúmeros documentos de casos de pedofilia. Do México, que possui mais de 200 incidentes individuais, 169 organizações e indivíduos, alguns deles vítimas, pediram que o caso seja tratado como um crime de Estado.

A Comissão aproveitou a entrega do relatório, em julho do ano passado, para questionar a Igreja pela primeira vez na história. E pediu, entre outras coisas “detalhes de todos os casos de abuso sexual por parte de clérigos, monges e monjas ou dados a conhecer pela Santa Sé”. Em resposta, em novembro, o Vaticano não citou casos específicos e argumentou que a investigação deve ser feita nos países em que os crimes são cometidos.

“Quando a Santa Sé aceitou ratificar o tratado, ele não o fez em nome de todos os católicos do mundo. Cada membro da Igreja Católica está sujeito às leis do país em que vive”, diz o documento.

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