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ONU convida Irã para participar de conferência de paz sobre a Síria
Publicado por Editoria O GLOBO

NOVA YORK - O governo do Irã aceitou o convite para assistir à reunião de chanceleres antes de iniciar a conferência de paz sobre a Síria, sob mediação internacional, nesta quarta-feira na Suíça. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que fez o convite a Teerã depois de "uma longa conversa nos últimos dias" com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Javed Zarif, que prometeu que o país "terá um papel positivo e construtivo na reunião em Montreux".

Menos de 48 horas depois de a principal oposição política da Síria no exílio, a Coalizão Nacional, concordar em participar das negociações, que estão sendo chamadas de "Genebra 2", o mesmo grupo ameaçou se retirar das conversas caso a ONU não desfaça o convite feito ao Irã, principal apoiador do presidente sírio, Bashar al-Assad.

"A Coalizão Síria anuncia que vai retirar sua participação em Genebra 2 a não ser que Ban Ki-moon retire o convite ao Irã", disse o grupo em mensagem no Twitter nesta segunda-feira, citando o porta-voz da Coalizão Nacional Louay Safi.

Ban falou aos jornalistas durante uma coletiva de imprensa improvisada no domingo. Ele disse que o Irã é um dos 10 convidados para participar da reunião em Montreux, que precederá as negociações de paz previstas para começar na sexta-feira na sede das Nações Unidas em Genebra.

Os convites para a reunião de um dia dos ministros das Relações Exteriores foram submetidos à aprovação dos governos mediadores - Rússia e Estados Unidos. Ambos os países ficaram em dúvida sobre se o Irã, um aliado de Assad, deveria participar. Teerã não assistiu à primeira reunião, chamada de Genebra I, devido à oposição de várias nações.

Representantes do governo de Assad e de grupos da oposição síria se sentarão pela primeira vez à mesa de negociações para tentar pôr fim a um conflito que completará três anos em março. A guerra civil, que começou com um levante popular em 2011, já deixou mais de 100 mil mortos, segundo dados da ONU.

EUA pressionam Irã para respaldar acordo

O secretário de Estado americano, John Kerry, já havia apoiado a participação do Irã, mas somente se o país apoiasse acordos diplomáticos anteriores exigindo um governo de transição na Síria, que seriam criados entre as facções sírias.

Ban disse que Zarif afirmou ter entendido "que a base das conversações" é a plena implementação do plano adotado pelos Estados Unidos, Rússia e outras grandes potências em Genebra em junho de 2012. O plano consistia na criação de um governo sírio de transição com plenos poderes executivos.

Em Washington, o Departamento de Estado disse que estava "profundamente preocupado" com o apoio do Irã ao regime sírio, mesmo depois da decisão da ONU de convidar a República Islâmica. O porta-voz Jen Psak disse que as Nações Unidas devem retirar o convite caso Teerã não aceite publicamente o plano de Genebra.
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