domingo, 26 junho, 2022
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Morre Manoel Henrique Ferreira, sequestrador do embaixador alemão durante a ditadura militar

RIO – Morreu nesta terça-feira, no Rio, Manoel Henrique Ferreira, que na época da ditadura participou do sequestro do embaixador alemão, Ehrenfried von Holleben, de outras ações armadas e da greve nacional dos presos políticos, conhecida como Greve dos 32 dias, a favor da anistia ampla e irrestrita.

Manoel Henrique nasceu em Uberlândia, Minas Gerais, e veio para o Rio ainda jovem. Fez parte da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8).

– Nos conhecemos na prisão. Ficamos seis anos juntos e passamos pela Fortaleza de Santa Cruz, Ilha Grande, Bangu e Frei Caneca – lembra Nelsinho Rodrigues, que era militante do MR8. – Como ele não tinha família no Rio, minha mãe meio que o adotou enquanto estávamos presos.

– Ele era doce. O conheci quando cheguei do exílio. Ele ainda estava na prisão e fui visitá-lo. O sequestro do embaixador alemão me libertou – diz Cid Benjamin, lembrando que 40 presos políticos foram soltos por conta do sequestro. – Nós continuamos mantendo contato. Jogávamos futebol juntos.

Sem ter sido beneficiado pela Lei de Anistia, Manoel Henrique saiu em condicional depois que a Lei de Segurança Nacional foi reformulada. Fora da prisão, ele e Nelsinho fundaram o bar Barbas, que deu origem ao bloco de carnaval homônimo.

– Ele foi sócio gerente comigo. Levamos o Brizola duas vezes para participar de debate no Barbas. O Darcy Ribeiro também foi – lembra Nelsinho, dizendo que o amigo será homenageado neste carnaval.

Manoel Ferreira tinha uma doença degenerativa e estava internado. Ele era casado com Graça Lago, e tinha uma filha.

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