sábado, 2 julho, 2022
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Milhares se reúnem em estádio do Cairo para pedir que general Sisi se candidate à Presidência do Egito

CAIRO – Milhares de apoiadores do ministro da Defesa do Egito, o general Abdel Fatah el-Sisi, se reuniram em um estádio no Cairo para pedir que ele concorra à Presidência do país nas eleições previstas para ocorrerem ainda este ano, mas sem data marcada. Há algumas semanas, Sisi disse que só disputaria a Presidência se o povo pedisse.

Sisi foi inicialmente colocado no cargo por Mohamed Mursi, o presidente deposto em 3 de julho. O general ganhou grande apoio popular ao dar um ultimato para que o então chefe de Estado acatasse algumas revindicações de movimentos oposicionistas, que reuniam milhões nas ruas contra o que consideravam uma concentração de poder indevida de Mursi.

Mursi se negou e sofreu um golpe liderado por Sisi, levantando receios de que as mesmas instituições que governaram na era do ditador deposto pela Primavera Árabe Hosni Mubarak (o Exército e o Judiciário, por exemplo) agora retornavam ao poder no Egito.

A campanha que lotou o Estádio do Cairo nesta terça-feira foi organizada por ex-oficiais das forças de segurança e militares leais ao Exército. O tema do encontro era algo como “complete suas boas obras”.

– No topo de nossas prioridades está escolhermos um líder nacionalista – disse o ex-ministro do Interior Ahmed Gamal Eddin para a multidão no estádio segurando cartazes com a imagem de Sisi com os dizeres “o Egito o chama”.

O referendo que na semana passada aprovou a nova Constituição do país foi amplamente visto como uma demonstração interna de apoio e legitimação do golpe perpetrado por Sisi – e por outros setores da sociedade egípcia.

O governo anunciou uma participação superior a 50% do eleitorado no referendo constitucional, com mais de 90% dos votantes declarando apoio à proposta. Mas os defensores do ‘não’ foram proibidos de fazer campanha e a Irmandade Muçulmana, grupo político-religioso ao qual Mursi faz parte, fez campanha por um boicote à votação por considerar o governo interino ilegítimo.

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