sábado, 2 julho, 2022
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Melhoria no mercado de trabalho fundamentou decisão de corte de estímulos à economia americana, diz minuta

WASHINGTON – A melhoria dos dados do mercado de trabalho fundamentou a decisão da maioria dos diretores do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que decidiram começar a cortar os estímulos à economia em dezembro. Segundo minuta do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) divulgada nesta quarta-feira, os integrantes do comitê entenderam que os benefícios econômicos do chamado programa de Quantitative Easing (QE) começaram a diminuir, sinalizando que era a hora de iniciar a retirada.

“A maioria dos membros concordou que as melhorias cumulativas nas condições do mercado de trabalho e a probabilidade de que a melhoria seria sustentável indicaram que o comitê poderia apropriadamente começar a diminuir o ritmo de suas compras nesta reunião”, diz o documento.

A melhoria dos sinais da economia indicou que a utilidade do programa poderia ter chegado a seu ápice.

“Uma maioria dos participantes entendeu que a eficácia marginal das compras estava provavelmente declinando, enquanto as compras continuavam”, afirma o documento. Ainda de acordo com a minuta, os diretores estavam “preocupados com o custo marginal das compras adicionais de ativos decorrentes do risco à estabilidade financeira”, citando uma “excessiva tomada de riscos no setor financeiro”.

Diante desses fatores, alguns membros do comitê afirmaram, segundo a minuta, que o Fed precisa assumir um caminho mais definido. A decisão de dezembro cortou de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões o volume de compras de títulos, após dados sinalizarem recuperação da economia americana. Foi a primeira redução do programa de QE, que já injetou US$ 1,360 trilhão de setembro de 2012 a dezembro de 2013.

Na última reunião do Fomc, que equivale ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil, ocorrida entre 17 e 18 de dezembro, analistas previram que o Fed deve fazer novos cortes de US$ 10 bilhões nas compras de títulos nas próximas reuniões. O próximo encontro está marcado para os dias 28 e 29 de janeiro e será o último com Ben Bernanke à frente da instituição, já que a atual vice-presidente, Janet Yellen, assume o cargo em fevereiro.

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