sexta-feira, 24 junho, 2022
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Israel se despede de Sharon com funeral de Estado no Parlamento

TEL AVIV – Sob um forte esquema de segurança, o cortejo fúnebre de Ariel Sharon chegou nesta segunda-feira à fazenda Sycamore, uma propriedade da família no Deserto do Neguev, onde o corpo do ex-premier israelense será enterrado. Mais cedo, o presidente Shimon Peres discursou durante o funeral de Estado no Knesset – Parlamento de Israel -, no qual exaltou a figura de Sharon como um amigo, um líder e um general. Já o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que reconheceu suas diferenças com um homem que foi seu inimigo no partido governista Likud, elogiou o papel do ex-premier na independência de Israel.

– É o homem com que a segurança de Israel poderia descansar, que tomou as decisões e saiu vitorioso – afirmou Peres.

As estradas por onde passou o caixão de Sharon foram patrulhadas por centenas de agentes de segurança. Aeronaves não tripuladas – os chamados drones -, aviões de combate e baterias de mísseis de defesa foram instalados entre a Faixa de Gaza e a fazenda, a três quilômetros de distância.

O ex-primeiro-ministro será sepultado ao lado de sua mulher, Lily, morta em 2000. No passado, a área da fazenda chegou a ser atingida por foguetes vindos do território palestino – onde Sharon é odiado pela sua política expansionista de linha-dura nos territórios ocupados.

Participaram do funeral líderes de cerca de vinte países, entre eles o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e o ex-premier britânico Tony Blair. O caixão de Sharon estava envolto numa bandeira de Israel e iluminado pela luz do sol do inverno. Não compareceram nenhum líder árabe, tampouco africano e da América Latina. A rodovia principal entre Jerusalém e o aeroporto de Ben Gurión continuou fechada para a passagem das comitivas estrangeiras.

– A segurança de seu povo sempre foi a firme missão de Arik, um compromisso inquebrável com o futuro dos judeus, seja a 30 ou a 300 anos de agora – disse Biden, chamando Sharon pelo apelido.

Netanyahu, lembrando que nem sempre concordava com Sharon em questões políticas – especialmente sobre a retirada de Gaza – saudou o compromisso do ex-líder com a segurança de Israel.

– Arik entendia que em matéria da nossa existência e segurança, precisamos permanecer firmes. Estamos comprometidos com esses princípios – ressaltou o premier.

A morte do ex-premier reabriu um debate sobre seu legado. Adversários o acusam de conduta implacável em operações militares, enquanto aliados o exaltam como um gênio da estratégia que surpreendeu o mundo em 2005 ao retirar militares e colonos israelenses da Faixa de Gaza – um território palestino ao sul e Israel.

Ariel Sharon morreu no sábado, aos 85 anos, após passar oito anos em coma. Ele sofreu um grave derrame quando ainda era premier, em dia 4 de janeiro de 2006, e foi submetido a várias cirurgias, sendo a última em setembro, para corrigir um problema no sistema intravenoso de alimentação.

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