quarta-feira, 29 junho, 2022
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Infanta Cristina é indiciada por corrupção na Espanha

MADRI – A infanta Cristina, filha do rei Juan Carlos da Espanha, foi indiciada por lavagem de dinheiro e fraude fiscal na gestão e administração de fundos gerados pelo Instituto Nóos, de seu marido Iñaki Urdangarin. A princesa terá que testemunhar em 8 de março, às 10h horas, em Palma de Maiorca.

O genro do rei é acusado de fraude, evasão fiscal, falsificação de documentos e apropriação de verba pública. Ele e seu ex-sócio Diego Torres teriam desviado 10 milhões de euros de fundos públicos por meio do instituto. O promotor anticorrupção Pedro Horrach, que não vê elementos para envolver a princesa no caso, pedirá mais de 12 anos de prisão para Iñaki Urdangarin.

O juiz José Castro passou nove meses centrado de maneira quase exclusiva na reconstrução de um retrato da vida financeira e fiscal de Cristina de Borbón. Ele rastreou suas contas, cartões, notas fiscais e despesas, além de propriedades e declarações fiscais. Há uma biografia completa da atividade econômica privada da infanta entre 2002 e 2012.

Em um auto de 227 páginas, o juiz sustenta que existem indícios penais suficientes para contrastar diretamente com a princesa a versão sobre os fatos e sua suposta responsabilidade criminal.

O indiciamento da duquesa de Palma, que não tem um fórum especial na corte, foi feito diante da oposição aberta da Promotoria Anticorrupção, da advocacia do Estado, do advogado de Urdangarin e de sua própria defesa. O Ministério Público e os advogados argumentam que a infanta não participou das atividades da empresa e ignorava todos os detalhes financeiros.

Se o Tribunal de Palma não bloquear o indiciamento, como ocorreu em abril de 2013, a Infanta Cristina terá que comparecer à corte para testemunhar sobre sua suposta conexão com a gestão de fundos de origem ilícita.

Juiz não quer deixar dúvidas sobre envolvimento da princesa

O juiz José Castro defendeu a necessidade de investigar e ouvir as declarações de Cristina a partir de duas premissas: “evitar que a incógnita (sobre o papel da princesa) se perpetue” e não contradizer a máxima que diz que “a justiça é igual para todos”.

Cristina chegou a ser acusada de cumplicidade com os supostos delitos do marido mas, em 7 de maio, a acusação foi derrubada por falta de provas. A Justiça, no entanto, investiga se houve fraude fiscal, já que a princesa era dona de metade da holding Aizoon, empresa criada pelo marido e que canalizava fundos para o Instituto Nóos.

Em outra frente de investigação, a Justiça espanhola revelou que a princesa praticamente dobrou sua renda em dois anos: os mais de 162 mil euros que recebeu em 2007 subiu para nada menos que 319 mil euros em 2009. No mesmo período, Cristina deixou de declarar atividades econômicas que justificariam o aumento de seus ganhos.

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