terça-feira, 28 junho, 2022
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Governo prolonga atuação da Força Nacional em Humaitá (AM) por três meses

BRASÍLIA – O Ministério da Justiça determinou que a Força Nacional de Segurança prolongue o período de atuação na região de Humaitá, no Amazonas, onde ocorreu um ataque a uma reserva indígena há duas semanas. Segundo portaria publicada nesta segunda-feira no “Diário Oficial”, o contingente da Força Nacional ficará na região por mais três meses.

Também foi publicada hoje portaria determinando que o contingente da Força Nacional fique por mais três meses na região de Santa Inês, Terra Indígena Awa-Guajá, no Maranhão. A desocupação do local por não indígenas começou na semana passada, após decisão judicial. Segundo a portaria, a Força Nacional estará na região por três meses.

O prazo poderá ser prorrogado novamente, caso necessário. Profissionais da Força Nacional já atuam em Humaitá desde o dia 27 de dezembro de 2013, e em Awa-Guajá, os militares estão desde o dia 5 de janeiro.

De acordo com a publicação, o objetivo da manutenção do homens da Força Nacional na região do Humaitá é “atuar em ações de polícia ostensiva, na integridade física das pessoas e do patrimônio, a serem desencadeadas na região de Humaitá, no Estado do Amazonas”.

Na sexta-feira, a Fundação Nacional do Índio (Funai) exonerou o coordenador regional do Madeira (Amazonas), Ivã Gouvêa Bocchini. A área sob responsabilidade de Bocchini incluía a região de Humaitá.

Os conflitos na região se intensificaram no mês passado, quando três homens desapareceram ao atravessar a aldeia tenharim, no sul do Amazonas. Os índios cobram pedágio para cruzar a área. Revoltados, os moradores de Humaitá atearam fogo em postos de órgãos federais na reserva.

“Diante dos fatos ocorridos em Humaitá-AM, não houve condições de permanência do Coordenador Regional Ivã Bocchini, na região”, afirmou a Funai, ao ser questionada sobre as razões da exoneração.

Na quinta-feira, os conflitos na região de Humaitá estiveram na pauta de reunião da presidente Dilma Rousseff com os ministros Celso Amorim (Defesa), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

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