segunda-feira, 27 junho, 2022
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Governo contesta dado do CNJ sobre expansão da população carcerária

BRASÍLIA – O Ministério da Justiça contestou informação divulgada nesta terça-feira pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o aumento do número de presos no país no ano passado. O conselho informou que a população carcerária no país aumentou 6,56% em um ano, considerando dados de dezembro do ano passado, com a entrada de 36 mil homens e mulheres no sistema, e chegou a 584 mil detentos em dezembro. Mas o Ministério da Justiça afirmou que o dado divulgado CNJ está errado, pois foi feito com base numa nota divulgada pelo próprio ministério, com um erro de informação.

Segundo o Ministério da Justiça, o balanço do número total de presos em 2013 não está pronto. Assim, o número oficial mais recente disponível no momento é o de 2012.

O levantamento divulgado pelo CNJ afirma que em dezembro de 2012, o país tinha 548 mil presos. Em cinco anos, segundo o CNJ, a população carcerária cresceu 29,42%, com a entrada de 132.781 pessoas no sistema.

O CNJ afirma, ainda, que segundo os dados de 2012, 48,9% da população carcerária era de condenados e acusados por crimes contra o patrimônio, como furto, roubo, extorsão, receptação e estelionato. Outros 25,21% estavam presos por tráfico de drogas. Por outro lado, em 2012, apenas 11,81% foram presos pelos chamados crimes contra a pessoa, como homicídio, sequestro e cárcere privado.

O conselho destaca que a taxa de homicídios no país é de 29 por 100 mil habitantes, muito superior à média mundial, de 8,8 por 100 mil, segundo dados do CNJ em estudo feito em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Ministério da Justiça.

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