segunda-feira, 27 junho, 2022
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Família contesta versão de suicídio e acredita em crime de homofobia contra adolescente em SP

SÃO PAULO – Encontrado morto com sinais de tortura, segundo a família, o adolescente Kaique Augusto Batista dos Santos, de 17 anos, teve no boletim de ocorrência policial a morte registrada como suicídio. Morador de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, o rapaz teve o corpo encontrado sob um viaduto na região da Bela Vista, no centro da capital paulista. Para os parentes, Kaique, que era gay, foi espancado e vítima de homofobia.

O rapaz morreu após sair de uma festa gay no Largo do Arouche, também na região central. Um dos amigos disse que Kaique foi embora dizendo que iria procurar documentos que perdera.

Na delegacia onde a morte foi registrada, no Bom Retiro, o boletim de ocorrência diz que o adolescente caiu do viaduto e morreu na hora.

No Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte é traumatismo craniano agente contundente. A família diz que o rapaz teve os dedos das mãos quebrados e uma barra de ferro enfiada na perna. A família conta que só enterrou o adolescente nesta quarta-feira porque tentou, por três vezes, reconhecer o corpo dele. O IML disse que parentes de Kaique estiveram no local apenas uma vez.

– O corpo, do tórax para cima, estava destruído. A perna estava com um machucado bastante grande. Não dá para ter noção de uma barra de ferro na perna daquele jeito – disse a mãe de Kaique, Mara de Moraes, à TV Globo.

– Pelo simples fato dele ser gay, tenho certeza de crime homofóbico – disse Felipe Gomes, amigo do adolescente.

A morte será investigada pela delegacia de Campos Elíseos. O laudo da perícia que vai apurar as causas da morte deverá ficar pronto em 30 dias.

Amigos do adolescente, pelo Facebook, estão combinando de fazer um velório simbólico no sábado, já que não houve esse tipo de cerimônia por conta do estado do corpo de Kaique.

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