sexta-feira, 24 junho, 2022
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Ex-vereador Deco é condenado pela Justiça do Rio por atuação em milícia

RIO – O Ex-vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, que atuava pelo PR, foi condenado pela Justiça do Rio a 10 anos de prisão, em regime fechado, por integrar uma milícia. Deco é acusado de ser o mandante do grupo que atuava em localidades dos bairros da Praça Seca, Campinho, Tanque e Quintino, nas zonas norte e oeste da cidade. Além dele, a decisão do Juiz Marco José Mattos Couto, da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá, condena ainda outros três integrantes do grupo: Hélio Albino Filho, o Lica ou PM Souza; Arilson Barreto das Neves, o Cabeção; e Edilberto Gomes Alves, conhecido como Bequinho. Todos foram condenados a 7 anos de reclusão pelo mesmo crime. A pena deverá ser cumprida em regime fechado, e os réus não podem recorrer em liberdade.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Deco seria o principal dirigente da quadrilha, exercendo forte influência sobre os moradores e comerciantes das áreas dominadas, onde alega combater a criminalidade, organizar festas e oferecer melhorias. Ele teria ainda estruturado o grupo nos moldes de uma empresa, criando “cargos” e repartindo atribuições, como as de gerentes, presidentes de associações de moradores, matadores, agentes de campo, segurança e olheiros, tendo chegado a criar a chamada “lista negra da milícia”, na qual, mensalmente, são relacionados os nomes daqueles que devem morrer.

Ainda de acordo com o MP, o grupo atuava pelo menos desde 2004 nas localidades, praticando diversos crimes de extorsão, relacionados a serviços de “segurança e proteção”, fornecimento de gás de cozinha (GLP), serviços de distribuição de internet e TV a cabo clandestinos, exploração de jogos de azar, entre outros. O grupo era chamado de “pessoal do Deco”, e teria passado a cobrar de comerciantes contribuições periódicas em dinheiro.

Deco chegou a ser preso em 2011, quando ainda era vereador. Ele ficou mais de um ano afastado do cargo, detido preventivamente e um presídio federal em Rondônia. Ao ser libertado, em outubro de 2012, reassumiu por apenas quatro horas antes de ter o mandato suspenso por liminar, atendendo a pedido do MP. Em novembro de 2012 ele decidiu renunciar à vaga na Câmara do Rio.

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