domingo, 26 junho, 2022
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Em mais um dia de aversão ao risco, dólar sobe a R$ 2,41 e Bolsa recua mais de 1%

SÃO PAULO – O mercado financeiro tem mais um dia tenso, com Bolsas globais em queda e dólar em alta. dólar comercial Às 14h35, a moeda americana subia 0,25% no câmbio comercial, sendo negociada a R$ 2,407 na compra e R$ 2,410 na venda. Pela manhã, logo depois depois da abertura das negociações, a divisa americana já subia mais de 1% e atingiu a máxima do dia, ao bater em R$ 2,433, uma valorização de 1,24%. É a maior cotação intradia desde agosto do ano passado, quando a divisa fechou a R$ 2,45. Na mínima, o dólar foi cotado a R$ 2,405 (uma alta de 0,08%).

– O dia começou nervoso, mas o estresse diminuiu um pouco com os investidores aproveitando para realizar lucros. Em três dias, o dólar subiu 2,7%. O gatinho para esse nervosismo foi o dado mais fraco da indústria chinesa, divulgado ontem – avalia o economista Silvio Campo Neto, da consultoria Tendências.

Na China, o dado que preocupou o mercado foi o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial. O indicador caiu para 49,6 pontos em janeiro – menor nível em seis meses -, de 50,5 pontos em dezembro. Segundo analistas, a indústria americana também perdeu força e trouxe mais preocupações. Segundo o instituto Markit, o setor industrial dos Estados Unidos reduziu o ritmo de crescimento no início de 2014. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) saiu de 55 em dezembro para 53,7 em janeiro.

Esse pessimismo mantém os investidores avessos aos ativos de risco, moedas e Bolsas de países emergentes, buscando alternativas mais seguras como os Treasuries (títulos de dez anos do Tesouro americano) e o dólar, num movimento que os analistas chamam de “fly to quality”.

– Com o dólar em alta, exportadores também aproveitaram para trazer recursos e embolsar o ganho dos últimos dias – avalia o operador de uma corretora de São Paulo.

Segundo ele, a proximidade da reunião do Federal Reserve (o banco central americano) na semana que vem também traz mais cautela aos investidores em relação aos mercados emergentes, pois aumentaram as apostas em um novo corte nos estímulos à economia americana. Bancos de investimento estão recomendando a seus clientes reduzir sua exposição a estes países. Segundo dados do Banco Central, o fluxo cambial está negativo em US$ 837 milhões até o dia 22 de janeiro.

Hoje, o Banco Central deu continuidade a seu programa de ração diária de dólares ao mercado. O BC ofertou 4 mil novos contratos de swap cambial tradicional, totalizando US$ 200 milhões. Depois, rolou mais 25 mil contratos que vencem em 3 de fevereiro, totalizando US$ 1,2 bilhão. Ontem, a ação do BC conseguiu frear momentaneamente a alta do dólar, mas a moeda americana acabou acompanhando a tendência de alta do exterior.

Pessimismo nas bolsas

Nas Bolsas de Valores, o viés também se mantém pessimista. O Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, se mantém em queda, com desvalorização de 1,71% aos 47.493 pontos e volume negociado de R$ 3,3 bilhões. A Bolsa ampliou a baixa após a abertura do mercados americanos, que se desvalorizam com força hoje. ÀS 14h46, o S&P 500 perdia 1,45%; o Dow Jones recuava 1,21% e o Nasdaq caía 1,75%.

Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, Vale PNA sobe 0,10% a R$ 28,19; Petrobras PN cai 2,52% a R$ 15,09; Itaú Unibanco PN se valoriza 1,92% a R$ 29,10 e Bradesco PN recua 1,93% a R$ 26,36.

A maior alta é apresentada pelos papéis ordinários da Fibria, com ganho de 1,88% a R$ 25,42. A empresa se beneficia da alta do dólar, que torna suas exportações mais rentáveis. A maior queda é apresentada pelos papéis ordinários da construtora Brooksfield, que ontem subiram 20% com rumores de fechamento de capital da empresa. Investidores que alugaram ações da empresa foram às compras para devolver e minimizar os prejuzíos. Hoje, os papéis devolvem os ganhos. As ações ordinárias da construtora perdem 8,38% a R$ 1,21. Em resposta à Comissão de Valores Mobiliários, a empresa informou que não tem conhecimento de qualquer fato que leve a uma oscilação mais forte de suas ações.

Na Europa, as principais Bolsas também apresentam queda nesta sexta. O índice Dax, da bolsa de Frankfurt, se desvaloriza 2,25%, enquanto o índice Cac, da Bolsa de Paris, recua 2,53%. As ações asiáticas atingiram a mínima em 4 anos e meio nesta sexta-feira, mantendo a tendência de queda de ontem provocada pelos dados desanimadores da indústria chinesa. O índice japonês Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 1,94% para mínima de fechamento em um mês, ampliando a queda de 0,8% verificada na quinta-feira.

– A confiança já estava fraca por causa dos dados fracos de empregos dos Estados Unidos divulgados mais cedo neste mês, e a fraqueza foi exacerbada pelos dados chineses – disse Naoki Kamiyama, diretor de estratégia acionária do Bank Of America Merrill Lynch.

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