quinta-feira, 7 julho, 2022
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Divisões na Síria lembram Guerra Civil Espanhola

RIO – Se a História serve de lição, os inimigos de Bashar al-Assad deveriam abrir um livro sobre a da Espanha. Entre 1936 e 1939, o país se viu mergulhado numa das mais sangrentas guerras civis do século XX.

De um lado, as forças conservadoras lideradas pelo general Francisco Franco, que se rebelou contra a República; do outro, as forças republicanas, que reuniam uma diversidade enorme de ideologias de esquerda, como comunistas stalinistas e trotskistas, socialistas, anarquistas – cada um com sua própria agenda, unidos na Frente Popular apenas em sua luta comum contra o fascismo.

A partir de 1937, as diferenças entre os grupos foram se acentuando, até o ponto em que eles passaram a se combater, em vez de manter o foco unicamente contra o inimigo comum. Barcelona tornou-se palco de batalhas de rua opondo stalinistas e socialistas a anarquistas e trotskistas, que logo se espalharam por outras regiões. Após a derrota destes últimos, seguiram-se expurgos com assassinatos de opositores pelos próprios opositores.

Apoiado pela União Soviética, o Partido Comunista Espanhol – de orientação stalinista – esteve à frente da repressão aos adversários dentro da própria esquerda. A divisão interna desses grupos favoreceu a vitória final de Franco, em 1939.

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