quarta-feira, 29 junho, 2022
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Confrontos internos entre rebeldes sírios deixam quase 500 mortos em uma semana

BEIRUTE – A guerra entre entre rebeldes islamistas e jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (Isis, na sigla em inglês), grupo vinculado a al-Qaeda, na Síria deixaram quase 500 mortos na última semana no norte do país. Os confrontos, que se espalharam em sete dias por quatro províncias controladas pela oposição, tornaram-se a luta interna mais grave entre grupos contrários ao presidente Bashar al-Assad desde que o conflito tomou a Síria, em março de 2011.

– Nós contabilizamos 482 pessoas mortas em meio aos combates: 240 membros das brigadas rebeldes, 157 combatentes do EIIL e 85 civis – afirmou à Rami Abdel Rahmane, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Com o aumento dos confrontos, rebeldes islamistas formaram uma aliança para combater o avanço das milícias ligadas à al-Qaeda para além das fronteiras da guerra civil na Síria. O novo grupo, chamado Exército dos Combatentes para a Jihad, foi criado nas províncias de Aleppo e Idlib, no Norte da Síria, para conter a ameaça de desestabilização em toda a região. A aliança fez avanços em várias áreas das províncias, embora o grupo ligado à al-Qaeda tenha conseguido se reorganizar e reduzir algumas de suas perdas.

Nas mais recentes demonstrações de expansão do extremismo islâmico liderado pela al-Qaeda, o Isis assumiu o controle da cidade de Falluja, no Iraque, e cometeu um atentado que matou cinco pessoas – entre elas uma brasileira – em Beirute, no Líbano, na semana passada. Na terça-feira, a Frente al-Nusra, também vinculada à al-Qaeda, chegou a pedir um cessar-fogo para que os adversários de Assad se concentrem na luta contra o atual regime sírio.

Nesta sexta-feira, forças leias a Assad, mataram dezenas de combatentes que tentaram escapar de um bloqueio do Exército à cidade de Homs, na região central do país. Segundo a agência de notícias Sana, uma fonte militar disse que unidades do Exército “confrontaram grupos terroristas armados” que tentaram invadir esta semana o bairro de Khaldiya, a norte da área controlada pelos rebeldes na Cidade Velha, no coração de Homs.

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