sábado, 2 julho, 2022
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Ativista da oposição denuncia sequestro e tortura na Ucrânia

KIEV- O ativista da oposição Dmitro Bulatov reapareceu na vila de Vishenski, nos arredores de Kiev, com sinais evidentes de tortura oito dias após seu desaparecimento. Bulatov, de 35 anos, relatou que foi sequestrado, espancado, teve sua orelha cortada e as mãos perfuradas com pregos.

O ativista é líder do movimento Automaidan, que usa carreatas e até mesmo drones para levar os protestos que se concentram na Praça da Independência, em Kiev, para as portas de políticos ucranianos. Manifestantes marcham há dois meses contra a decisão do governo de rejeitar um acordo com a União Europeia, em troca de uma aproximação com a Rússia.

Bulatov pediu ajuda a camponeses para chamar os amigos, que o levaram para uma clínica em Kiev, onde foi internado. Segundo fontes próximas, o ativista não sabe quem o sequestrou, mas se recorda de que os captores falavam com sotaque russo. A polícia abriu uma investigação sobre o caso.

ONG denuncia violência policial contra imprensa e médicos

Enquanto isso, a ONG Human Rights Watch (HRW) denunciou dezenas de casos de ataques da polícia contra jornalistas e médicos durante violentos confrontos no centro de Kiev entre os dias 19 e 22 deste mês. Em comunicado, a HRW afirma que documentou 13 casos de violência policial “com o uso de cassetetes, balas de borracha e granadas de efeito moral”. ONGs ucranianas revelaram cerca de 60 casos desse tipo.

A maioria dos ataques ocorreu durante os distúrbios em 19 de janeiro, apesar de todos os jornalistas terem credenciais de imprensa e câmeras, de acordo com a organização internacional.

– É possível ferir um jornalista ou médico por descuido durante enfrentamentos com violência, mas não dezenas – afirmou a vice-diretora de programas de emergência da HRW, Anna Neistat, em visita a Kiev.

Os EUA se declaram “aterrorizados” com a “tortura” do opositor ucraniano.

O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediu nesta sexta-feira uma investigação “rápida, completa e independente” sobre as mortes de três manifestantes em Kiev nos últimos dias em confrontos com as forças de segurança.

– Solicitamos também que sejam investigados relatos de sequestro e tortura – disse o porta-voz do órgão, Rupert Colville, que convocou ambas as partes “para criar condições para facilitar o diálogo e a reconciliação no país”.

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