domingo, 26 junho, 2022
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Acidentes envolvendo veículos pesados e passarelas são frequentes

RIO – Acidentes envolvendo veículos pesados e passarelas são frequentes, e não raramente provocam mortes e engarrafamentos gigantes no Rio. Até porque, geralmente ocorrem em importantes vias da cidade, ou de acesso à ela, que têm fluxo pesado de veículos, como a Linha Amarela e a Avenida Brasil. Em maio de 2012, uma carreta que levava canos bateu na viga central de uma passarela da Niterói-Manilha, divisa de São Gonçalo com Itaboraí, interrompendo o tráfego nos dois sentidos por quase 20 horas. O pilar foi deslocado e, com a estrutura abalada, a passarela precisou ser removida pela concessionária. Em maio de 2011, um ônibus da linha 394 (Vila Kennedy-Praça Tiradentes), da Viação Bangu, bateu e ficou preso na subida da passarela 27 da Avenida Brasil, na altura de Fazenda Botafogo, deixando 26 pessoas ficaram feridas, entre elas o motorista. Em 2002, um caminhão-tanque transportando 30 mil litros de gasolina e óleo diesel bateu numa passarela da Avenida Brasil, na altura de Deodoro, matando o motorista do veículo e deixando seu ajudante preso às ferragens. Por sorte, apesar de a estrutura ter ido abaixo, ninguém passava pelo local no momento.

Também é comum que esses veículos pesados estejam trafegando com cargas de altura superior às das estruturas construídas para a travessia de pedestres. Em abril de 2009, um caminhão ficou entalado sob uma passarela do Aterro do Flamengo, perto do Hotel Glória, na Zona Sul. O acidente ocorreu por volta das 16h, e provocou um engarrafamento que se estendeu até a Praça Quinze, no Centro. Em julho de 1991, o excesso de altura da carga transportada por uma carreta do Ministério da Marinha destruiu parte de uma passarela da Avenida Brasil, em Bonsucesso, deixando quatro pessoas feridas. O veículo chegou a passar por nove outras passarelas antes de se chocar. No mesmo ano, uma carreta carregada com um contêiner da companhia de navegação Netumar deslocou um dos pilares de outra passarela da Avenida Brasil, provocando engarrafamento de dez quilômetros.

Sete anos depois, em julho de 1998, um caminhão da Marinha arrastou a passarela 10 da Avenida Brasil, na pista central de subida, na altura de Bonsucesso, deixando três pessoas que estavam sobre ela feridas. Na ocasião, o então coordenador de operações de trânsito da Secretaria de Trânsito, major José Mauro de Faria, informou que a Marinha teria que pagar os danos materiais pela destruição de parte da passarela e que o militar que dirigia o caminhão seria multado por passar com carga acima de 4,40 metros de altura, o permitido na Avenida Brasil.

Já em 2010, a transportadora Norte Fluminense, de Macaé, foi multada em apenas R$ 197 porque uma de suas carretas ficou presa na passarela 16, na altura da Penha, provocando a interdição da pista no Trevo das Margaridas, em Irajá, prejudicando o trânsito por oito horas e 15 minutos, até que parte da passarela danificada fosse retirada. A transportadora também teve que pagar os custos do conserto da passarela danificada. A carreta estaria com 5,23m, mas bateu na passarela de 5,50m. O então gerente de operações da transportadora Norte Fluminense de Macaé, Antônio Almeida, admitiu que a carreta apresentava excesso de carga na largura e por isso estava com batedores. Almeida chegou a sugerir que recapeamentos feitos na Avenida Brasil teriam mudado o gabarito das passarelas, que é de 4,85 metros, mas a CET-Rio garantiu que a obra não alteraria entre 40 e 50 centímetros a altura da estrutura.

Em julho de 2011, o motorista Magno Modolo, de 42 anos, derrubou parte da estrutura da passarela 10 da Avenida Brasil sobre uma carreta, após passar com seu caminhão, que carregava um trator. Localizado pela polícia na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Belford Roxo, ele surpreendeu ao dizer que não tinha percebido o estrago porque estava com as janelas fechadas. Por causa do acidente, a pista central da via ficou fechada no sentido Zona Oeste de 23h40m até as 4h30m. Bandidos tentaram roubar motoristas e houve tiroteio. O motorista da carreta e um pedestre ficaram levemente feridos.

– Estava com as janelas fechadas. Não ouvi o barulho da passarela caindo nem vi que ela atingiu o caminhão que vinha atrás. Senti apenas um toque e, mais adiante, percebi que a rampa localizada na traseira do meu caminhão, por onde são colocadas as cargas que transporto, havia se soltado. Ajeitei-a e segui em frente até os policiais me abordarem e contarem o que ocorreu – justificou na ocasião o motorista, que ia do Espírito Santo para São Paulo, com a mulher e o filho.

Em março do mesmo ano, o motorista de ônibus da viação Caravele José Maria Araújo dos Santos, de 58 anos, perdeu o controle do veículo e colidiu com a passarela de número 7 da Avenida Brasil. Ele sofreu uma parada cardíaca, teve a perna direita amputada pelos bombeiros ainda no local do acidente, e acabou morrendo no dia seguinte ao acidente. Com a estrutura comprometida, a passarela teve que ser demolida

Carros de passeio também podem derrubar uma passarela. Pelo menos se ela estiver com problemas estruturais. Em novembro de 2004, um motorista perdeu o controle do Palio que dirigia e bateu num dos pilares de sustentação de uma passarela da BR 101, Niterói-Manilha. A passarela, que foi interditada, havia sido construída em março para os clientes do São Gonçalo Shopping, que precisam atravessar a pista de alta velocidade.

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