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Gaviões da Fiel formaliza vaquinha junto à Caixa para tentar quitar estádio do Corinthians

FolhaPress 18/10/2024 18:01

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Caixa Econômica Federal, o Corinthians e os Gaviões da Fiel, maior organizada do clube, assinaram nesta sexta-feira (18) um protocolo de intenções para o projeto da torcida para pagar o financiamento do estádio da equipe alvinegra, em Itaquera.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Durante a assinatura do termo, o presidente da Gaviões da Fiel, Alexandre Domênico, conhecido como Ale, afirmou que sua expectativa é que a torcida possa quitar o débito em até seis meses após o lançamento da campanha, prevista para a primeira quinzena de novembro.

Com a formalização do documento, registrado em uma das sedes da Caixa na Av. Paulista, as partes devem anunciar uma plataforma e uma chave pix para dar início à campanha de arrecadação dos fundos. A ideia é que o dinheiro seja destinado diretamente para o banco estatal, sem a possibilidade de movimentação pelo Corinthians ou pela organizada.

Estiveram presentes a diretoria do Corinthians, incluindo o presidente Augusto Melo, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, além de representantes dos Gaviões.

SESC PICASSO

"Devido à força da torcida e os números de marketing que nós estudamos, nós acreditamos que podemos pagar a dívida em seis meses ou até menos", disse Ale à Folha.

O presidente da Gaviões afirmou que acredita que a meta poderá ser alcançada mesmo que o engajamento consiga mobilizar uma fração dos torcedores. "Se 5 milhões de torcedores doarem R$ 20 por mês, nos seis meses, é só vocês fazerem o cálculo."

De acordo com o presidente do Corinthians, Augusto Melo, o clube não fará nenhum aporte como instituição, mas ele pessoalmente prometeu fazer uma doação. Além disso, deixou claro que o clube vai ajudar na divulgação da campanha, mas a iniciativa é exclusiva da torcida.

De acordo com o último balanço divulgado pelo clube, em setembro deste ano, a dívida atual é de cerca de R$ 710 milhões. O projeto de organizar uma vaquinha para abater esse débito foi anunciado pela Gaviões no dia 1º de setembro, no aniversário do time do Parque São Jorge.

CONTADOR - BONUS

Na ocasião, os torcedores informaram que seria necessário concluir trâmites burocráticos entre o clube e o banco estatal para criar a chave pix. Desde que foi anunciado, porém, o projeto passou a ser alvo de golpes financeiros, com criminosos solicitando dinheiro aos torcedores comuns. Tanto a Gaviões quanto o Corinthians fizeram campanhas para alertar sobre os golpes.

PROPOSTA RECUSADA

Recentemente, o Corinthians teve uma iniciativa própria recusada pela Caixa para quitar o financiamento do estádio. A ideia foi apresentada por Duílio Monteiro Alves, em 2023, na reta final de seu mandato, já no período eleitoral no clube.

Então membro da situação, o ex-mandatário apoiava o candidato André Luiz de Oliveira, o André Negão, derrotado por Augusto Melo, que criticou à época o fato de projeto ter sido divulgado em meio ao pleito.

Anuncio - Raimundo - Bonus

A proposta apresentada era baseada em duas fontes de receitas. Primeiro, o clube pretendia repassar para o banco o dinheiro recebido da Hypera Pharma no contrato de naming rights da arena. Além disso, a oferta previa, ainda, créditos que seriam adquiridos em contratos de FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais), que são como títulos de dívidas do Governo que a própria Caixa, gestora do Tesouro Nacional.

A ideia do clube era comprar esses títulos junto a empresas e repassar para o banco, na teoria, anulando o valor que era devido.

Na resposta enviada ao Corinthians, o banco explicou que não poderia aceitar o dinheiro do contrato com a Hypera porque o crédito não pertence formalmente ao clube, mas sim ao Arena Fundo de Investimentos, que atualmente é de propriedade do clube, e responsável pelo pagamento do financiamento.

De acordo com a Caixa, o dinheiro deste contrato não poderia ser usado para esse fim com base em um entendimento prévio da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Por isso a ideia foi classificada pelo banco como "inviável".

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