Garrafa Pacco disputa mercado com copo Stanley e vira queridinha das mulheres

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Na faculdade, na escola, na academia, no shopping, no salão de beleza. Não importa muito o lugar, fato é que uma garrafa colorida e emborrachada virou a queridinha das mulheres preocupadas com a hidratação. Assim como os cervejeiros adotaram o copo Stanley, muita gente exibe com orgulho sua garrafa Pacco pelas ruas da cidade. E nas redes sociais, claro.

Mas, afinal, o que ela tem que as outras não têm? Tecnicamente, promete até 24h de bebida gelada, mas basta uma espiadinha na web para concluir que este não é o único motivo que leva muita gente a pagar, a depender do tamanho, entre R$ 200 e R$ 320 por “uma garrafinha Pacco”, como ela vem sendo carinhosamente chamada. O design, aqui, é essencial. É o que a tornou quase um símbolo de status.

“Preciso de uma garrafa bonita para começar a beber mais água”, diz Alana Friedrich, usuária do Tik Tok, que mostra sua coleção de duas Paccos e uma Stanley (a marca também tem uma linha de garrafas). A tecnologia térmica conta muito, claro, mas em termos estéticos, a Pacco caiu nas graças dos consumidores (mulheres, em sua maioria) por ser personalizável e ter uma cartela de cores fora do padrão, das mais vibrantes às delicadinhas.

Criada em 2013 pela empreendedora paulistana Bridilla Gobbi, responsável hoje pela área de marketing, a empresa começou com a confecção de bolsas térmicas com estilo de bolsa feminina.

Foi só em 2018 que a Pacco, que até então vendia bolsas e mochilas, entrou no ramo de garrafas, potes e copos térmicos, que hoje representam 90% das vendas. A partir de 2021, a marca testemunhou uma virada de chave significativa em seu crescimento e, o que antes eram sete funcionários, se transformaram em quase 100. A empresa diz que, nos últimos dois anos, expandiu seis vezes em tamanho.

E como a moda começou? Ao contrário de tantos produtos da era do marketing de influência, que conta com a força dos influenciadores para impulsionar tendências e vendas, a marca não precisou disso. Foi através do boca a boca (com uma ajudinha das redes) que a Pacco conseguiu transformar as garrafinhas em tendência.

“Estabelecemos nossa presença no mercado ao longo destes anos principalmente por meio do marketing orgânico, por meio de prescritores recomendado os nossos produtos. Esse método baseia-se na propagação espontânea, com pessoas reconhecendo o valor dos nossos produtos e recomendando-os organicamente para suas redes de amigos e conhecidos”, diz o porta-voz da marca à reportagem.

Nas redes sociais, a marca adota, ao invés de “publi posts”, o que chama de parcerias com atletas como Lucas Verthein (Remo), Luara Mandelli (Surfe), Maria Luiza Nunes (Jiu Jitsu) e Isabel Meyer (Surfe), que não são exatamente influenciadores com milhões de seguidores.

Mas passam imagem de saúde, juventude e vitalidade. A Pacco também conta com o marketing gratuito de várias garotas comuns, com poucos ou muitos seguidores, que registram suas garrafinhas (e coleções) nas redes sociais. E veio aí a fórmula do sucesso.

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