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G20 no Rio sai conforme plano, mas transporte é afetado por mudanças de última hora

FolhaPress 19/11/2024 19:00

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Oito anos após os Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro voltou a receber um evento internacional de grande escala. Os cariocas viram no trânsito e no transporte público o principal impacto do G20, com mudanças de última hora, apesar da preparação com bastante antecedência para receber os chefes de Estado e de governo na cúpula do bloco, que terminou nesta terça-feira (19).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"No planejamento para um evento complexo como o G20, existe uma margem para mudanças. Mas as decisões foram tomadas dentro da premissa de garantir que o evento fosse feito com ordem, com segurança e com um menor nível de impacto possível para o morador da cidade. O balanço até aqui é positivo", afirma o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale.

Mesmo o tempo, que estava chuvoso durante o G20 Social, voltou a melhorar no primeiro dia da reunião dos líderes.

Escapou do planejamento, contudo, o fechamento de cinco estações de metrô. Uruguaiana, Carioca, Cinelândia, Glória e Catete ficaram sem funcionar das 8h às 19h na segunda e terça. O anúncio foi feito na noite de domingo e pegou os usuários de surpresa.

SESC PICASSO

Próximas ao MAM (Museu de Arte Moderna do Rio), prédio que abrigou o encontro dos governantes, as estações Uruguaiana, Carioca e Cinelândia ficam no centro da cidade e estão entre as mais movimentadas pela proximidade com escritórios, comércio e prédios do funcionalismo.

"Precisei gastar duas passagens de ônibus a mais para chegar ao trabalho, já que não foi feriado para o comércio", disse Lucas Menezes, 25, estoquista de uma loja de calçados no centro.

No informe sobre o fechamento das estações, o MetrôRio afirma que atendeu a pedido das "autoridades de segurança do G20".

O VLT, que circula no centro, foi outro a mudar na segunda e na terça, com itinerário menor. Também foi de última hora o fechamento da avenida Atlântica, via à beira da praia de Copacabana onde está a maioria dos hotéis com as delegações. As forças de segurança solicitaram no dia 16 a proibição de carros na Atlântica nos dias 17, 18 e 19, das 6h às 18h.

CONTADOR - BONUS

A circulação foi autorizada apenas para os comboios que iam e voltavam do MAM. No plano divulgado pela prefeitura antes do G20, o trânsito na Atlântica teria apenas fechamentos pontuais durante passagem dos comboios. Grades foram colocadas em toda a extensão da orla, a fim de impedir a passagem indevida de pedestres fora da faixa.

As pistas do Aterro do Flamengo também fecharam totalmente para carros nos dias 17, 18 e 19. O parque urbano, o maior da cidade, teve circulação de pedestres sob o crivo de agentes de segurança. Bicicletas e patinetes foram proibidos, e frequentadores precisaram passar por revista de guardas municipais. O veto às bicicletas causou surpresa.

Houve três ocorrências de segurança pública envolvendo o G20: dois veículos oficiais que serviam ao governo federal foram roubados na quinta (14) e no sábado (16) —um no centro da cidade, outro em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Os carros foram recuperados.

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No domingo (18), uma patrulha do Exército foi alvo de tiros na altura da Cidade de Deus, na zona oeste. Segundo a Força, PMs estavam "sob fogo" quando militares passaram.

Antes do evento, o município estimou em 122,8 mil pessoas o número de participantes diretos da programação do G20 —65,8 mil cariocas, 34,1 mil brasileiros de fora do Rio e 22,9 mil estrangeiros. O contingente equivale a 1,5 vez a capacidade do estádio do Maracanã (78,8 mil).

A prefeitura projetou impacto de R$ 595,3 milhões na economia. O cálculo considera as mais de 130 agendas do evento realizadas de dezembro de 2023 a novembro deste ano.

Os quase R$ 600 milhões somam as despesas operacionais dos eventos (R$ 226,3 milhões), o que inclui infraestrutura, aluguel de espaços e serviços diversos; os gastos dos participantes (R$ 337 milhões); e a reforma do prédio do MAM, que será legado do G20. O museu passou por obras de revitalização custeadas pela prefeitura. O investimento foi de R$ 32 milhões.

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