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Furacão Melissa atinge categoria máxima com ventos de 260 km/h, e Jamaica evacua áreas de risco

FolhaPress 27/10/2025 09:27

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O furacão Melissa evoluiu para a categoria 5 nesta segunda-feira (27), com ventos de 260 km/h na região do Caribe, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês). Essa é a máxima classificação da escala Saffir-Simpson.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ele deve chegar à Jamaica em breve, onde o governo emitiu neste domingo (26) uma ordem de retirada para um dos bairros da capital, Kingston, e para outras seis localidades no país.

"Melissa agora é um furacão de categoria 5", afirmou o NHC em seu boletim mais recente. "Ventos destrutivos, marés de tempestade e inundações catastróficas vão piorar na Jamaica ao longo do dia e durante a noite."

O furacão deve passar pela Jamaica e depois seguir para Cuba e Bahamas. Ele estava localizado a aproximadamente 505 quilômetros ao sudoeste de Guantánamo.

Pelo menos quatro pessoas morreram na última semana, na passagem do Melissa pelo Haiti e pela República Dominicana, onde provocou chuvas intensas e deslizamentos de terra.

SESC PICASSO

A tempestade está se deslocando a um ritmo lento, que preocupa meteorologistas, pois significa os chuvas e os impactos podem durar mais tempo do que um furacão que passa mais rápido.

"A possibilidade de chuvas extremas, devido à lentidão de movimento, vai provocar uma catástrofe na Jamaica", afirmou o vice-diretor do NHC, Jamie Rhome, a jornalistas. "As condições vão piorar muito, muito rapidamente nas próximas horas. Não saia após o pôr do sol", disse.

As autoridades jamaicanas se preparam para enchentes e deslizamentos de terra, e o governo anunciou que 881 abrigos estão prontos para receber desabrigados.

CONTADOR - BONUS

Na República Dominicana, as autoridades enviaram neste domingo drones com alimentos para famílias isoladas pelas inundações. Imagens captadas pelos dispositivos mostraram áreas completamente alagadas pelo transbordamento de rios, onde é impossível entrar ou sair.

O fenômeno natural pode afetar as tropas dos Estados Unidos que estão estacionadas no mar do Caribe, como parte da ofensiva militar de Donald Trump contra a Venezuela. Navios de guerra e aeronaves foram destacadas à região para pressionar o regime do ditador Nicolás Maduro.

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