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Filipinas: Senado inicia julgamento de impeachment da vice-presidente Sara Duterte

Estadão Conteúdo 06/07/2026 10:22

O Senado das Filipinas, reunido como corte de impeachment, abriu nesta segunda-feira (6) o julgamento da vice-presidente Sara Duterte, em um episódio de forte tensão política marcado pela deterioração de sua relação com o presidente Ferdinand Marcos Jr.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Mais de 6.000 policiais - incluindo tropas de choque - foram mobilizados para reforçar a segurança no complexo do Senado. Do lado de fora, cerca de 400 manifestantes contrários à vice-presidente se reuniram e entoaram palavras de ordem como "Condenem Sara agora". Duterte não compareceu à sessão inaugural, mas foi representada por seus advogados. De acordo com um cronograma prévio obtido pela Associated Press, o processo pode se estender por 92 dias.

Se for condenada, a vice-presidente poderá ser removida do cargo e ficar permanentemente impedida de exercer funções públicas. Ela responde a acusações que incluem enriquecimento sem explicação, uso indevido de fundos estatais confidenciais e a alegação de ter feito ameaças públicas de mandar assassinar Marcos. Duterte nega as acusações.

SESC PICASSO

O deputado Gerville Luistro, que lidera a equipe de acusação, afirmou haver provas e depoimentos suficientes para sustentar uma condenação. "Este é o momento em que a república deve demonstrar que as leis se aplicam igualmente aos poderosos e aos desprovidos de poder", disse.

Já a chefe da defesa, Sheila Sison, declarou duvidar que os promotores tenham evidências legítimas para embasar as alegações contra Duterte, que chegou ao cargo após uma vitória eleitoral expressiva. "Este tribunal - e nós, como povo - devemos garantir que toda responsabilização de líderes seja conduzida da forma correta", afirmou. "O impeachment jamais deve ser abusado."

CONTADOR - BONUS

Uma eventual condenação seria um golpe decisivo nas pretensões já anunciadas de Duterte de disputar a Presidência em 2028, quando Marcos concluirá seu mandato de seis anos. Ambos integraram a mesma chapa nas eleições de 2022, em uma aliança que reuniu duas das mais influentes dinastias políticas do país, mas a parceria se desfez rapidamente. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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