Feiticeira em ‘A Magia de Aruna’, Giovanna Ewbank afirma: ‘Toda mulher é um pouco bruxa’

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Há 8 anos, não interpretava um papel na TV que não fosse o dela própria —seja como apresentadora ou repórter. Porém, não chega a ser surpreendente o convite para integrar o elenco de “A Magia de Aruna”, nova série brasileira do Disney+ que estreia na quarta-feira (29).

Sempre pronta a se posicionar em uma sociedade com tanto por resolver, ela é referência quando o assunto é o poder feminino e como usar a influência em prol de uma causa. E, na trama, o debate sobre o feminismo e o papel da mulher na sociedade está latente a todo momento.

Na série, ela é Juno, uma das integrantes de um trio de bruxas do passado que é evocado sem querer por Mima (Jamilly Mariano), uma jovem que vive no Rio de Janeiro distópico e cinzento. Hiperempática, a jovem terá a ajuda das feiticeiras (além de Ewbank, completam o elenco principal Cleo Pires e Erika Januza) para salvar o mundo deste estado, tendo que lutar contra os planos de Bruma (Suzana Pires) e sua empresa, a Luminum.

O enredo é padrão Disney, assim como a proposta geral, mas as mensagens sobre a força da mulher estão ali. “Olha o que as crianças vão ver, e crescer com isso”, comemora a atriz, em entrevista em vídeo à Folha de S.Paulo. “Colocar esses símbolos na vida delas, é importantíssimo.”

O lance de viver uma bruxa, então, é algo que vai além da tela. É muito comum as pessoas falarem que elas estão por aí —sem as capas, mas com atitudes de feiticeiras e dominadoras mesmo. Giovanna que o diga. “Acredito que todas as mulheres são um pouco bruxas, elas têm uma sensibilidade que, de repente, os homens não têm”, avalia. “Todos somos um pouco bruxas, tem bruxas médicas, tem vários tipos por aí…”

A mulher de Bruno Gagliasso cita um exemplo bem próximo. “Me lembro, antes de ser mãe, que essa mulher que virou minha astróloga um tempo depois, falou que eu estava grávida só de ver o meu mapa [astral]. Eu falei que nem pretendia e… passaram uns meses, fiz uma viagem e descobri. Era verdade!”, conta, entre risadas, a mãe de Titi, Bless e Zyan.

Diante dos debates de evolução da sociedade apresentados pela série, Giovanna demonstra confiança em um futuro bem menos cinzento. “Acredito e tenho esperança nessa nova geração, porque estamos progredindo, mas tem uma parte que é tão difícil de atingir… a luta continua”, diz.

O Quem Pode, Pod, podcast que ela apresenta ao lado de Fernanda Paes Leme e que faz sucesso com diversos trechos viralizando nas redes sociais, ela também enxerga como parte dessa luta. “O que a gente fala ali pode transformar alguns pensamentos, pessoas e vai mesmo de encontro com isso. Tem coisas que eu mesmo descubro e cura feridas minhas que eu nem imaginava.”

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