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Família de Fito, líder de facção do Equador, é deportada da Argentina, diz imprensa local

FolhaPress 19/01/2024 11:45

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A esposa e os filhos de Adolfo Macías, narcotraficante do Equador conhecido como Fito, foram detidos na Argentina e deportados, afirma a imprensa local nesta sexta-feira (19). O líder da gangue Los Choneros está no centro do conflito armado que se desenrola no país, após sua fuga da prisão desencadear uma onda de violência.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Seus familiares foram presos em um condomínio fechado na província de Córdoba, informou o jornal La Nacion citando fontes do Ministério de Segurança. Os detidos seriam sua mulher, Mariela Peñarieta, 48, e seus três filhos, de 21, 12 e 4 anos.

Estavam com eles, segundo o jornal, uma funcionária e um amigo da família e um sobrinho do narcotraficante. Eles teriam saído do país por vontade própria, afirma o La Nacion, atribuindo a informação a fontes que participaram da operação.

Ainda de acordo com o jornal, os equatorianos viajaram durante a noite para seu país natal, a bordo de um avião da Força Aérea disponibilizado pelo Ministério da Defesa da Argentina.

SESC PICASSO

Há suspeitas que Fito possa estar na Colômbia. Em entrevista à W Radio na sexta-feira passada (12), o comandante das Forças Militares da Colômbia, Helder Giraldo, disse ser possível que Fito tenha atravessado a fronteira. "Há 20 fugitivos [das prisões equatorianas] aos quais estamos muito atentos", disse o comandante militar, acrescentando que o poderoso contrabandista está na lista.

A crise de segurança no Equador já dura mais de cinco anos, mas ganhou novas proporções nesta semana. A escalada começou há quase duas semanas, quando a polícia entrou na Prisão Regional de Guayaquil no dia 7 de janeiro e não encontrou Fito em sua cela.

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O governo declarou estado de exceção, mobilizou tropas e lançou uma ofensiva severa contra o narcotraficante, o que foi respondido com violência pelas gangues —houve motins nas prisões, sequestro de 178 funcionários do sistema penitenciário e explosões de carros-bomba e tiroteios nas ruas.

No dia seguinte, o presidente, Daniel Noboa, declarou um "conflito armado interno" contra 22 facções que, juntas, abarcariam cerca de 20 mil membros segundo o governo equatoriano. De acordo com a imprensa local, as gangues operam no país em aliança com cartéis mexicanos e colombianos.

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