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Ex-volante Arouca brilha no tênis e se diz 'mais abusado' que no campo

FolhaPress 22/07/2025 11:24

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Campeão por Fluminense, Santos e Palmeiras, Arouca se despediu do futebol profissional de uma maneira quase silenciosa, mas permitiu se apaixonar —e conquistar títulos— em outra modalidade: o tênis.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O ex-volante se aproximou da raquete em uma viagem com amigos, ocasião em que era um dos poucos a não ter intimidade com a bolinha amarela. Voltou ao Rio de Janeiro determinado a aprender e logo passou a alcançar o topo do pódio.

"Só eu e mais um amigo não jogávamos. Chamaram para brincar e não sabíamos. Voltando, combinamos de aprender e fomos fazer aula. Fui gostando e, agora, virou uma paixão. E está no sangue a questão de competir. Então, juntou o útil ao agradável. Fui evoluindo, crescendo, e fui gostando mais ainda. Passei a disputar competições e, quando vai ganhando, vai ficando mais empolgado", diz Arouca, ao UOL.

O estilo de Arouca em campo a torcida lembra, mas como é o Arouca tenista? "É um pouco mais abusado. Tenho disputado campeonatos com pessoas que jogam há mais tempo que eu, que é uma forma de evoluir também. Sempre tive isso em mente, de entrar em algo e buscar crescer, e esse aspecto está me ajudando bastante."

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Questionado se busca se espelhar em algum tenista do circuito, responde rapidamente. "Gosto muito do estilo do Alcaraz. De curtinha, longa, de comandar o jogo. Tenho visto muitos jogos dele."

O ex-volante conta que, logo que começou no tênis, Conca, ex-companheiro dos tempos de Tricolor carioca, o chamou para bater uma bola, mas corneta o argentino. "Quando estava começando, o Conca me chamava direto. Jogávamos e ele me ganhava. Mas foi passando os meses, passei a bater nele e, agora, ele sumiu (risos). Eu até brinco com ele que agora não me chama mais."

O último clube de Arouca foi o Figueirense, em 2020. Lesões, a morte do pai e a pandemia foram fatores que pesaram na decisão de pendurar as chuteiras.

O ex-jogador, atualmente, é dono de duas barbearias, uma em um shopping na Barra da Tijuca e outra em Madureira. Voltar a trabalhar com futebol não está no horizonte no momento, mas ele não descarta a possibilidade

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"No momento, não passa pela cabeça. Estou trabalhando mais como empresário. Montei duas barbearias e estou tocando, mas ninguém sabe o dia desta quarta-feira (23). Quem sabe fazer um curso da CBF. Mas, no momento, ainda não", indicou.

Além disso, Arouca também ocupa uma outra função: pai, e quem sabe de um futuro jogador. Enzo Arouca está no sub-9 do Boavista. Na última semana, o ex-volante acompanhou de perto os jogos da IberCup — um dos grandes torneios de futebol juvenil —, que teve jogos realizados na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

"Muito gratificante ver que é uma coisa espontânea. É dele mesmo, ele gosta bastante. E eu, como pai, como já passei por muitas situações como essa que ele está passando, sempre que posso, dou conselhos. Mas o principal que falo para ele é que é para se divertir, ainda é muito novo. A cobrança tem de ser quando estiver bem mais velho. Conselho que dou é se divertir em campo"

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Enzo atua na mesma faixa de campo do pai. "Ele é volante, meia, e é mais habilidoso que o pai. É mais abusado, essas coisas. Fico muito feliz, mas falo: 'se divirta. Se você gosta, entra e se dedica ao máximo'."

Cria de Xerém, Arouca foi revelado pelo Fluminense, onde foi campeão do Carioca de 2005 e da Copa do Brasil de 2007. Ele comentou a campanha do Tricolor na Copa do Mundo de Clubes. "Foi bem legal acompanhar, ainda mais que tem companheiros lá até nesta terça-feira (22), como o Thiago Silva, o Marcão [auxiliar]. Torci bastante e foi gratificante ver a forma como disputaram o Mundial"

Ele passou pelo São Paulo em 2009 antes de chegar ao Santos. No Peixe, integrou o 'Santástico' que tinha Neymar, Ganso e companhia, e foi tricampeão Paulista (2010, 2011 e 2012), campeão da Copa do Brasil de 2010, da Libertadores de 2011 e da Recopa Sul-Americana de 2012.

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Arouca acertou com o Palmeiras em 2015 e foi campeão da Copa do Brasil de 2015 e do Brasileiro de 2016. Atuou ainda no Atlético-MG, Vitória e Figueirense, além de passagens pela seleção de base e principal.

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