Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 09h16m
Vitória News — Um jornal de verdade
Exterior

Ex-presidente da Coreia do Sul que decretou lei marcial volta à prisão após nova ordem judicial

FolhaPress 10/07/2025 19:20

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol, 64, voltou para uma cela solitária nesta quinta-feira (10) após promotores conseguirem um novo mandado de prisão ao líder que usou a lei marcial para tentar um autogolpe no ano passado, quando ainda estava no poder.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Yoon provocou uma crise política ao lançar mão da ferramenta pela primeira vez em mais de 40 anos no país asiático em dezembro passado. Na ocasião, ele chegou a enviar o Exército ao Parlamento para tentar impedir que os deputados revogassem a lei.

Semanas após a manobra, o líder conservador se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido, tendo sido liberado novamente em março. Em abril, seu impeachment, votado ainda em dezembro pelo Parlamento, foi confirmado pelo Tribunal Constitucional.

SESC PICASSO

Agora, a decisão do Tribunal Distrital Central de Seul de aprovar um novo mandado de prisão deve fortalecer a investigação que apura se as ações de Yoon representaram obstrução da Justiça e abuso de poder —o político vinha se recusando a comparecer às convocações dos investigadores, que preparam as acusações formais contra ele.

Na quarta (9), o ex-presidente compareceu a uma audiência de sete horas na qual rejeitou todas as acusações e foi posteriormente levado a um centro de detenção para aguardar a decisão do tribunal sobre sua prisão provisória. Após a emissão do mandato, na manhã desta quinta, Yoon foi levado para uma cela solitária.

Horas depois, o tribunal realizou uma audiência no âmbito de seu julgamento por insurreição, mas Yoon não compareceu. Segundo seus advogados, ele esteve ausente devido a problemas de saúde.

CONTADOR - BONUS

Em comunicado, a corte disse ter concedido o pedido de detenção devido a preocupações de que o ex-presidente pudesse tentar destruir provas, devolvendo-o ao confinamento no Centro de Detenção de Seul, no qual passou 52 dias no início do ano antes de ser libertado há quatro meses por motivos técnicos.

Ele havia voltado a morar com sua esposa e 11 cães e gatos no seu apartamento de 164 metros quadrados em um bairro nobre de Seul. O patrimônio líquido do casal é estimado em 7,5 bilhões de wons (U$ 5,47 milhões), segundo documento do governo.

Mas agora Yoon será alojado em uma cela solitária de dez metros quadrados, terá de usar um uniforme de duas peças de cor cáqui e dormir em um colchão dobrável em ambiente sem ar-condicionado, segundo a imprensa local.

Anuncio - Raimundo - Bonus

A equipe do procurador especial, composta por mais de 200 promotores e investigadores, deve acelerar a investigação sobre Yoon. A equipe planeja interrogar o ex-presidente nesta sexta-feira (11).

O presidente da Assembleia Nacional, Woo Won-shik, disse que a detenção do político deve ajudar a determinar a verdade por trás da crise da lei marcial e restaurar a democracia. "Ninguém está acima da lei", escreveu ele nas redes sociais..

Os advogados de defesa de Yoon, no entanto, negam as acusações contra ele e chamaram o pedido de detenção de medida irracional em uma investigação apressada. Segundo a imprensa local, mais de mil apoiadores se reuniram perto do tribunal nesta quarta, agitando bandeiras e cartazes e entoando o nome de Yoon sob um calor escaldante de 35° C.

Compartilhe esta notícia

Notícias Relacionadas