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EUA: juíza federal bloqueia nova tentativa de Trump de restringir a cidadania por nascimento

Estadão Conteúdo 03/09/2026 19:52

Uma juíza federal bloqueou a mais recente tentativa do presidente Donald Trump de limitar a cidadania por direito de nascimento, concedendo uma liminar contra uma ordem executiva que, segundo a administração, visaria o "turismo de nascimento".

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A juíza distrital dos EUA Deborah L. Boardman, em Maryland, emitiu a liminar na quarta-feira até que uma ação coletiva movida por famílias imigrantes e grupos de defesa seja resolvida.

"A Suprema Corte já se manifestou: Crianças na classe certificada são 'cidadãs ao nascer'", escreveu Boardman, nomeada pelo presidente Joe Biden, na decisão de quarta-feira.

A cidadania por direito de nascimento é garantida pela lei atual para qualquer pessoa nascida em solo americano, com algumas exceções. A lei remonta a 1868, quando a 14ª Emenda foi ratificada após a Guerra Civil.

Mas Trump há muito deseja acabar com a cidadania por direito de nascimento, emitindo uma ordem executiva declarando que crianças nascidas de pessoas que estão nos Estados Unidos ilegalmente ou temporariamente não são cidadãs americanas. A Suprema Corte derrubou essa tentativa em junho.

Em agosto, o presidente tentou novamente com uma ordem executiva mais restrita que parecia limitar a cidadania automática para categorias específicas de pessoas, incluindo crianças nascidas de adultos com conexões com embaixadas ou organizações estrangeiras ou de qualquer pessoa considerada um "alien" dos Estados Unidos.

SESC PICASSO

A ordem definiu turismo de nascimento como alguém que entra nos Estados Unidos com um "visto de não-imigrante com o propósito de dar à luz em solo americano". O turismo de nascimento já é considerado fraude e motivo para restringir um visto se alguém buscar especificamente obter cidadania americana para uma criança.

Os advogados do governo Trump argumentaram que o pedido para bloquear a ordem era prematuro e disseram que as agências federais encarregadas de aplicá-la usariam "medidas apropriadas" para fazê-lo, confiando em orientações oficiais que ainda não foram emitidas.

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A juíza rejeitou esse argumento. "Não importa o que a orientação diga, a Ordem Executiva de 2026 ordena que as agências neguem documentos de cidadania a várias categorias amplas de crianças", escreveu Boardman.

"A Casa Branca deve reconhecer que não terá sucesso em retirar das crianças o direito à cidadania, evadir decisões judiciais vinculativas ou colocar a agenda anti-imigrante do presidente acima da Constituição", disse Shana Khader, diretora jurídica da We Are CASA, em um comunicado preparado.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

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