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EUA afirmam ter afundado todos os navios de guerra iranianos que estavam no Golfo de Omã

Estadão Conteúdo 02/03/2026 18:27
EUA afirmam ter afundado todos os navios de guerra iranianos que estavam no Golfo de Omã
Imagem: VN

As Forças Armadas dos EUA informaram nesta segunda-feira, 2, que destruíram 11 navios de guerra iranianos. "Há dois dias, o regime iraniano tinha 11 navios no Golfo de Omã; hoje, não tem NENHUM", afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação no X.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A declaração surge após uma publicação do presidente Donald Trump no Truth Social na qual ele afirmou que as forças americanas "destruíram e afundaram 9 navios da Marinha iraniana". O presidente disse que iriam "atrás do resto" e que "destruíram grande parte do quartel-general da Marinha".

Também na tarde desta segunda, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que 49 líderes iranianos foram mortos até agora.

"Matar terroristas é bom para a América. 49 dos líderes mais importantes do regime iraniano - incluindo o líder supremo aiatolá Ali Khamenei - já foram eliminados da face da Terra até agora, nos ataques iniciais da Operação Epic Fury", disse Karoline em publicação no X.

Segundo o chefe do Estado-Maior americano, Dan Caine, os Estados Unidos atingiram mais de 1.250 alvos nas primeiras 48 horas do conflito contra o Irã. Os alvos incluem centros de comando e controle, locais de mísseis balísticos, navios e submarinos, bem como locais de mísseis antinavio, de acordo com dados publicados pelo comando militar americano (Centcom).

Ameaças do Irã

SESC PICASSO

A Guarda Revolucionária iraniana disse nesta segunda, que os Estados Unidos que "não estarão a salvo em nenhum lugar do mundo". A declaração foi dada no terceiro dia de uma guerra na qual foi morto o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.

A Força Quds, unidade de elite militar encarregada das operações exteriores, advertiu, em um comunicado difundido pela TV estatal, que não descansará "até que o inimigo seja derrotado" e que "não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares".

Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não permanecerá "em silêncio" após denunciar "ataques" contra uma escola e um hospital, atribuídos a bombardeios israelenses-americanos.

"Os ataques contra os hospitais atentam contra a própria vida. Os ataques contra as escolas atentam contra o futuro da nação (...) O mundo deve condenar esses atos", escreveu Pezeshkian.

"O Irã não permanecerá em silêncio e não cederá diante desses crimes", acrescentou. O Irã afirma que um bombardeio no sábado deixou 168 mortos em uma escola no sul do país, mas nem os Estados Unidos nem Israel confirmaram o ataque, que a AFP não pôde verificar por não ter acesso ao local. Em Teerã, um hospital foi danificado no domingo.

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Conflito se espalha

Os Estados Unidos deram indícios na tarde desta segunda de que vão ampliar seu envolvimento militar na guerra contra o Irã. Na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que uma grande onda de ataques contra Teerã está por vir. Em uma entrevista separada ao jornal New York Post, o republicano também afirmou que 'não tem medo' de enviar soldados ao Irã.

Em coletiva no Pentágono, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior as Forças Armadas americanas disseram que ampliarão o número de caças em atuação na Operação Fúria Épica.

Nesta segunda, o conflito se espalhou para outros países da região depois que Israel e a milícia xiita Hezbollah, aliada de Teerã, trocaram ataques. O país persa também lançou bombardeios com drones contra alvos em diversos países da região como o Kuwait, o Catar e a Arábia Saudita.

Ainda nesta segunda, o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não negociará com os Estados Unidos.

"Essa era a nossa chance de atacar e é o que estamos fazendo agora. Esse regime doente e sinistro. Vamos destruir a capacidade de misseis do Irã", afirmou Trump durante uma cerimônia em homenagem aos quatro soldados americanos mortos no conflito.

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No Pentágono, Hegseth declarou que os objetivos militares americanos consistem em destruir a capacidade do Irã de lançar ataques balísticos e navais contra israelenses e ativos americanos no Oriente Médio.

Outra meta é destruir definitivamente o programa nuclear persa. No ano passado, os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra centrais nucleares iranianos com o mesmo objetivo, que acabaram não sendo cumpridos.

De quatro a cinco semanas - ou mais

Durante a coletiva, o presidente americano classificou o Irã como "o principal patrocinador do terrorismo no mundo". "Hoje choramos pelos quatro militares que morreram durante a ação. Em sua memória continuamos essa ação, com nossa resiliência para lidar com a ameaça desse regime", acrescentou.

Trump disse ainda estimar que a guerra deve durar de quatro a cinco semanas, mas afirmou que as tropas americanas têm capacidade de lutar por mais tempo. Segundo ele, o planejamento previa até quatro semanas para eliminar a liderança militar iraniana, mas o objetivo foi alcançado "em apenas uma hora".

Segundo o republicano, os EUA vão levar "o tempo que for necessário" para encerrar o conflito, mas que "facilmente" vencerão a guerra.

*Com informações de agências internacionais.

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