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Estudantes estrangeiros estão na mira de Trump por protestos anti-Israel

FolhaPress 29/01/2025 17:51

BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, deve assinar uma série de ordens executivas nesta quarta-feira (29). Uma delas visa combater o antissemitismo em campi universitários. A informação é do New York Post e da Bloomberg.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ordem estabelece planos para que o DoJ (Departamento de Justiça dos EUA) investigue pichações e intimidações pró-Hamas, inclusive em campi universitários. O documento prevê a deportação de estrangeiros residentes que violaram leis durante os protestos anti-Israel em outubro de 2023, incluindo estudantes com visto.

Agências federais deverão analisar todas as ações criminais e civis disponíveis para combater o antissemitismo e deverão relatar em até 60 dias. Documento pede ações imediatas para "coibir vandalismo e intimidação pró-Hamas e investigar e punir o racismo anti-judeu em faculdades e universidades de esquerda, antiamericanas", segundo a Bloomberg.

SESC PICASSO

Protestos anti-Israel aconteceram após o ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, e que culminou na guerra. Manifestantes pressionaram universidades a romperem laços com Israel.

Universidades enfrentaram dificuldades para lidar com as manifestações. Críticos acusaram algumas delas de ignorarem intimidações e falharem na proteção de estudantes judeus. Após pressão do Congresso durante audiências sobre o tema, os reitores de Harvard e da Universidade da Pensilvânia renunciaram.

Trump prometeu, durante a campanha, que tomaria medidas contra estudantes estrangeiros envolvidos nos atos. Ele também afirmou que puniria universidades que não combatessem discurso de ódio ou violência contra judeus em seus campi.

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Medida vem após comissões da Câmara publicarem um relatório pedindo para que o governo fizesse mais para combater o antissemitismo. Este documento afirma que faculdades supostamente "permissivas" receberam US$ 2,7 bilhões (R$ 15,8 bilhões) em fundos federais em 2023.

TRUMP QUER ACABAR COM 'DOUTRINAÇÃO NA EDUCAÇÃO'

Uma outra ordem executiva busca proibir o financiamento federal do que o governo classifica como "ideologia radical de gênero e teoria crítica da raça em salas de aula". Documento determina ao secretário de Educação que apresente uma estratégia a Trump em 90 dias para acabar com a "doutrinação na educação" e restabeleça a Comissão 1776. Essa comissão, criada no primeiro mandato de Trump, tinha o objetivo de oferecer uma visão mais conservadora da história americana, o que gerou críticas por minimizar o papel da escravidão, segundo a Bloomberg.

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A ordem também prevê ações contra professores e administradores escolares que, sem licença médica, promovam práticas de "transição social" ou que sejam acusados de exploração sexual de menores. Para isso, o procurador-geral dos EUA deverá trabalhar junto com os promotores estaduais e locais.

Uma terceira ordem executiva prevê mudanças no financiamento da educação. O Departamento de Defesa deverá apresentar um plano para permitir que famílias de militares escolham as escolas dos filhos. O Departamento do Interior deverá fazer o mesmo para estudantes matriculados em escolas administradas pelo governo federal para comunidades indígenas.

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