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Entenda como são escolhidos os números dos jogadores

FolhaPress 12/12/2023 11:22

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A camisa 10 de Pelé virou a pergunta que rendeu o prêmio de R$ 1 milhão no "Quem quer ser um milionário" (TV Globo). O "Rei do futebol" elevou a importância dessa numeração de camisa, que possui um sentido desde os anos 1910.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em 1911, em um campeonato de Sydney, na Austrália, dois times locais usaram pela primeira vez camisas numeradas. A ideia era ajudar a identificar quem fazia gols ou faltas. Para facilitar a vida dos juízes — e dos espectadores —eles usavam números de 1 a 11, respeitando suas posições em campo.

O goleiro era o número 1, os zagueiros 2 e 3, os volantes e laterais ficavam com as camisas do 4 ao 6 e os pontas, atacantes e meias ficavam com os números do 7 ao 11, segundo a Fifa.

A tradição se popularizou nos anos 1930 na Inglaterra e ganhou o mundo na Copa de 1950, quando a numeração de 1 a 11 foi imposta às seleções.

Com o tempo, os esquemas táticos foram mudando e expandindo, causando mais variedade na posição dos jogadores, mas é importante dizer: existe muita tradição sobre o papel das camisas.

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Rotineiramente, o 10 é o craque do time, como Pelé, Maradona e Messi. Já o 9, é o especialista em finalizar, mais fixo na área, como Suárez, parte do trio MSN, ao lado de Messi e Neymar.

Por isso mesmo, apesar de não ser proibido, é raro ver um zagueiro usando um desses números, assim como é difícil um atacante com as camisas de número menor.

Outra tradição, a dos goleiros "camisa 1", vem perdendo força ao longo dos anos, com os atletas criando sua própria identidade. Rogério Ceni trocou o 1 pelo "estiloso" 01. Já Marcos, ídolo do Palmeiras, e Cássio, do Corinthians, são donos da 12, número usado antigamente por jogadores reserva.

LIBERDADE DE ESCOLHA DOS NÚMEROS

Na Copa do Mundo, por regra da Fifa, é obrigatório que as camisas tenham números do 1 ao 26 — número máximo de jogadores convocados.

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A numeração do 1 a 11 dá uma pista de quais atletas farão parte do time titular, mas isso não impede que estrelas fiquem mais para o fim da lista.

Vini Jr., por exemplo, usou a camisa 20 na Copa do ano passado, mesmo número que tinha no Real Madrid. Já esse ano o craque assumiu a 10 na Seleção e a 7 do time merengue.

Já nos torneios da Conmebol — a Sulamericana e a Libertadores — os atletas podem utilizar números entre 1 e 99. A regra foi alterada esse ano.

Até 2022, os clubes podiam usar apenas do 1 ao 45. A limitação fez com que Roger Guedes, ex-Corinthians, abandonasse a camisa 123 — permitida nos torneios brasileiros — ao disputar sua primeira Libertadores pelo clube, em 2022.

ALGUMAS NUMERAÇÕES QUE DESAFIARAM A TRADIÇÃO:

Ronaldinho Gaúcho assumiu a 80 no Milan, em 2008. Ele escolheu o número, em referência ao seu ano de nascimento, depois que o meia Seedorf decidiu não abrir mão da 10.

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Ardiles, volante da seleção argentina, usou a 1 na Copa de 1982. Isso aconteceu porque a numeração, que não era escolhida pela própria seleção, foi feita em ordem alfabética.

Já o goleiro Jorge Campos, do México, fez o contrário: usou a 9, popular entre atacantes. O "goleiro-atacante", de apenas 1,73 m, marcou 34 gols em sua carreira profissional.

Zamorano usou a 18 no Inter de Milão, mas com um sinal de adição entre os numerais. Ele foi dono da 9 na Inter de Milão até a chegada de Ronaldo ao clube, escolhendo a técnica para driblar a "perda" para o Fenômeno.

Beckham usou 23 em homenagem a Michael Jordan. Quando se transferiu do Manchester United para o Real Madrid, David Beckham não quis lutar pela 7, que usava no clube inglês, e escolheu o número 23, eternizado pelo astro do basquete.

Hicham Zerouali, atacante marroquino, escolheu a camisa 0 em referência às primeiras letras de seu sobrenome.

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