Enchente após colapso de geleira deixa mais de 270 mortos e mais de mil desaparecidos entre Nepal e Tibete
Buscas continuam nesta quinta-feira (27) em comunidades devastadas no Himalaia; até o momento, não há brasileiros identificados entre as vítimas.
Vitória News 27/08/2026 08:12
Frame: RS/Fotos Públicas
As equipes de resgate intensificaram nesta quinta-feira (27) as buscas por vítimas da catástrofe que atingiu a região de fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. Mais de 270 mortes já foram confirmadas e mais de mil pessoas continuam desaparecidas após o colapso de uma enorme massa de gelo e rochas provocar uma enchente repentina no Himalaia.
O desastre começou na quarta-feira (26), quando uma avalanche de gelo, pedras e sedimentos atingiu um rio na região montanhosa. A força do material deslocado produziu uma grande onda de água e lama que avançou pelos vales, destruindo casas, estradas, pontes e outras estruturas.
No Nepal, o distrito de Rasuwa está entre as áreas mais atingidas. A região fica próxima à fronteira com o condado de Gyirong, no Tibete, onde a destruição também deixou mortos e centenas de desaparecidos.
O porto de Gyirong, importante ponto de ligação terrestre entre a China e o Nepal, foi severamente atingido pela enxurrada. A destruição de estradas, sistemas de energia e redes de comunicação dificulta o acesso das equipes às localidades mais isoladas.
Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros. A região recebe visitantes de vários países para atividades de turismo, montanhismo e peregrinações religiosas, especialmente em direção ao Monte Kailash.
Helicópteros, militares, policiais e equipes especializadas participam das operações de busca e retirada de sobreviventes. Milhares de profissionais foram mobilizados, mas a extensão da área atingida e os bloqueios provocados por lama e destroços dificultam os trabalhos.
As autoridades também acompanham o risco de novos episódios de inundação. O acúmulo de água provocado por barreiras naturais formadas por sedimentos e rochas pode gerar novas enxurradas caso essas estruturas se rompam.
No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.
As embaixadas brasileiras em Katmandu, no Nepal, e em Pequim, na China, acompanham os desdobramentos da tragédia e podem prestar assistência consular a cidadãos brasileiros que estejam nas áreas afetadas.
A origem imediata do desastre está relacionada ao colapso de uma grande massa de gelo e rochas em uma região glacial do Himalaia. Especialistas ainda investigam quais fatores contribuíram para a ruptura.
As primeiras informações chegaram a levantar a hipótese de um terremoto, após sensores registrarem atividade sísmica. Análises posteriores indicaram, porém, que o sinal pode ter sido produzido pelo próprio deslocamento da enorme massa de gelo e rochas.
O número de vítimas ainda pode aumentar. Muitas localidades permanecem com acesso limitado e centenas de famílias aguardam informações sobre pessoas desaparecidas, enquanto as operações de busca prosseguem nos dois lados da fronteira.
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