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Em 1ª declaração sobre Venezuela, Biden diz que apoia nova eleição

FolhaPress 15/08/2024 15:45

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quinta-feira (15) ser a favor de uma nova eleição na Venezuela. Questionado por um repórter na Casa Branca se ele apoiava a ideia de realizar um segundo pleito após a contestada disputa, Biden respondeu: "Eu apoio". Foi a primeira manifestação dele sobre a crise venezuelana -até então, só o Departamento de Estado e assessores haviam se manifestado.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Mais cedo, o porta-voz do Departamento de Estado, Vedant Patel, tinha se recusado a comentar especificamente o pedido de novas eleições, mas reiterou as preocupações americanas sobre a conduta na votação.

A entidade eleitoral da Venezuela "ficou aquém de tomar medidas básicas de transparência e integridade e não seguiu disposições legais e regulatórias nacionais", disse Patel aos repórteres.

Patel se referiu a um relatório recente de especialistas da ONU (Organização das Nações Unidas), que concordaram em que "não há precedente para um anúncio tal de resultado eleitoral sem a publicação deste tipo de detalhes e registros e, portanto, é por isso que continuamos pressionando".

Horas antes da declaração de Biden, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que não reconhecia o ditador Nicolás Maduro como vitorioso e sugeriu um governo de coalizão ou mesmo um novo pleito como saídas para a crise no país vizinho.

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"Tem varias saídas, ou faz governo de coalizão, uma composição. Muita gente que não votou em mim e eu trouxe todo mundo para o governo. (...) Não quero me comportar de forma apaixonada e precipitada, quero resultados", afirmou.

Após a sugestão do Brasil, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também propôs que a Venezuela volte às urnas, pouco mais de 15 dias após a votação em que Maduro foi declarado vencedor pelo Conselho Nacional Eleitoral, que até hoje não divulgou as atas com detalhes dos votos por seção.

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Quase 40 minutos após citar um acordo que colocou fim a uma ditadura na Colômbia como uma experiência válida para a Venezuela, Petro fez uma espécie de lista com propostas para solucionar a crise no país vizinho.

"Suspensão de todas as sanções contra a Venezuela. Anistia geral nacional e internacional. Garantias totais à ação política. Governo de coabitação transitório. Novas eleições livres", escreveu ele nesta quinta na rede social X.

Não ficou claro qual seria a ordem dessas medidas, nem o que exatamente cada uma delas significa. Após a publicação, ele afirmou ainda que um acordo político interno no país seria o melhor caminho para a paz. "Depende apenas dos venezuelanos", concluiu.

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