Eleição em Ribeirão Preto passa por indefinição na base e profusão de pré-candidatos

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – A sucessão do prefeito Duarte Nogueira (PSDB) em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) passa pela decisão sobre quem será o candidato da base governista para a eleição municipal e como se comportarão adversários que o enfrentaram nas últimas disputas municipais.

Nogueira terminará seu governo, iniciado em 1º de janeiro de 2017, em 31 de dezembro, e seu sucessor poderá ser um dos 11 nomes, até aqui, pré-colocados na disputa —seja diretamente pelos políticos ou por seus partidos.

Dos possíveis postulantes ao cargo, quatro já disputaram a prefeitura em eleições passadas, caso do deputado federal Ricardo Silva (PSD), da ex-reitora da USP Suely Vilela (PSB), do professor Mauro Inácio (PSOL) e do advogado e professor Coronel Usai (Podemos).

Estão ainda, na lista de pré-candidatos, o ex-secretário de Nogueira Alessandro Hirata (PSDB) e o vice-prefeito Daniel Gobbi (Progressistas), assim como os vereadores Igor Oliveira (MDB), jornalista, e Isaac Antunes (PL), atual presidente da Câmara Municipal e empresário.

O PT, que venceu a eleição em Ribeirão Preto duas vezes, ambas com o ex-ministro Antônio Palocci, deve lançar o advogado e presidente do diretório local Jorge Roque como candidato, numa eleição que ainda poderá ter o juiz aposentado Ismar Cabral Menezes (Agir) e o empresário Marco Aurélio Martins (Novo) na disputa.

O deputado federal Ricardo Silva (PSD-SP) se colocou na disputa nesta segunda-feira (20) ao assumir a pré-candidatura à prefeitura num vídeo em que criticou o cenário de obras em Ribeirão e disse querer construir “um projeto de cidade”.

O campo de batalha da disputa municipal tem no momento três grupos principais —o apoiado por Nogueira, o composto pelo deputado federal e o de políticos mais ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ricardo Silva, que tem sido procurado por outros postulantes ao cargo visando formar uma chapa para suceder Nogueira, é visto desde o início do ano como candidato natural dentro de seu partido.

Vereador mais votado na cidade em 2012, quatro anos depois ele disputou a prefeitura e chegou ao segundo turno, quando foi derrotado pelo atual prefeito numa eleição marcada pela maior abstenção entre os 13 municípios paulistas com segundo turno.

Naquele ano, Ricardo obteve 43,06% dos votos válidos, ante os 56,94% de Nogueira. É deputado desde 2020.

No campo governista, Hirata, que foi secretário da Justiça e da Casa Civil do prefeito tucano, desponta como favorito numa disputa interna que tem também o ex-secretário Ricardo Aguiar (Casa Civil e Esportes) e o próprio vice-prefeito Gobbi.

A questão é que o PSDB local quer lançar um nome próprio para manter a força da sigla na cidade —que já foi governada também pelos tucanos Luiz Roberto Jábali (1997-2000) e Welson Gasparini (2005-2008)— e do próprio Nogueira, segundo vice-presidente do PSDB nacional.

E isso passa por uma tentativa de acordo com o MDB de Igor Oliveira, que foi anunciado ainda em outubro do ano passado como pré-candidato pelo deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional do partido e que mora em Ribeirão Preto.

O MDB é a legenda com mais filiados na cidade (5.827), segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ante os 3.061 do PSDB, terceiro na lista, atrás do PT.

Gobbi também flerta com políticos ligados ao bolsonarismo, e posou para fotos recentemente com o presidente da Câmara do município, Isaac Antunes (PL), e com o próprio Bolsonaro quando o ex-presidente esteve em Ribeirão para participar da Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação).

No PSOL, o professor Mauro Inácio é apontado por membros do partido como o nome preferido para disputar a prefeitura, embora ele se considere pré-candidato a vereador pela sigla.

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