quarta-feira, 10 agosto, 2022
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Bolsas da Europa fecham em ligeira queda com efeitos de visita de Pelosi a Taiwan

As bolsas da Europa fecharam em ligeira baixa nesta terça-feira, 2, após uma sessão marcada pela expectativa de desfecho da visita da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan. Já nos minutos finais de pregão, com a confirmação da chegada de Pelosi a Taipé, as bolsas chegaram a ganhar impulso e Londres flertou com o território positivo, mas o movimento não se sustentou.

O índice FTSE 100 terminou com baixa de 0,06% aos 7.409,11 pontos, acompanhado do índice DAX, de Frankfurt, que terminou em queda de 0,23%, aos 13.449,20 pontos e do CAC 40, de Paris, que recuou 0,42% aos 6.409,80 pontos. Na Bolsa de Milão, o índice FTSE MIB caiu 0,35% para 22.135,02 pontos. Já em Portugal, o PSI 20 recuou 0,29% para 6,079,37 pontos.

A tensão dominou os mercados durante todo o dia, diante dos sucessivos alertas da China quanto às “consequências desastrosas” da viagem de Pelosi a Taiwan. “Pequim vê a visita como altamente provocadora e tem advertido sobre ação militar, inclusive derrubar a aeronave de Pelosi”, diz a Dezan Shira, comentando que a China fechou o espaço aéreo na costa leste do país.

Em comunicado divulgado após pousar, Pelosi afirmou que a visita “honra o compromisso inabalável dos EUA em apoiar a vibrante democracia de Taiwan”. A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, afirmou que em caso de agressão da China seu país ajudará Taiwan.

Para o ING, o conflito tende a pesar sobre o euro. Uma desvalorização da moeda comum ante o dólar pode ser mais um ingrediente a influenciar as ações das grandes exportadoras europeias. Em meio à temporada de balanços, destaque para as ações da British Petroleum (BP) que subiram cerca de 3%, após a divulgação de um lucro acima do esperado no segundo trimestre.

Na contramão, o índice Ibex 35, da Bolsa de Madri fechou em alta de 0,23% aos 8.103,83 pontos. Em relatório divulgado aos seus clientes, o BBVA informou que há sinais negativos do mercado de trabalho espanhol em julho, o que aumenta as incertezas para a economia no terceiro trimestre do ano. O desemprego na Espanha atinge hoje 85.500 cidadãos.

Por Carlos Dias, especial para o Estadão/Broadcast
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