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Economia
Bolsas de NY fecham em baixa após recordes recentes
Publicado por Estadão Conteúdo

As bolsas de Nova York fecharam em queda o pregão desta segunda-feira, 12, com investidores embolsando lucros após recordes recentes em alguns dos principais índices acionários nova-iorquinos. O avanço dos juros dos Treasuries pesou sobre ações de companhias de tecnologia, pressionando o Nasdaq. Investidores ainda ficam à espera de dados da inflação americana, que saem amanhã, e da temporada de balanços nos Estados Unidos, que esta semana terá resultados divulgados por grandes bancos americanos, como JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Bank of America e Citibank.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,16%, aos 33.745,40 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,02%, aos 4.127,99 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,36%, aos 13.850,00 pontos.

Os índices operaram em queda durante quase toda a sessão. O pouco apetite ao risco de investidores ocorre após recordes de fechamento na sexta-feira passada do Dow Jones e S&P 500 - este último chegou a operar no positivo hoje e renovar sua máxima histórica intraday, em movimento que acabou não se sustentando. Já o Nasdaq acumulou o pior desempenho entre os três principais índices da bolsa de NY, com a alta nos rendimentos dos Treasuries contribuindo para a queda das ações de algumas big techs.

A Apple, ação de maior peso do Nasdaq, fechou em queda de 1,32%, seguida por Alphabet (-1,15%), empresa controladora do Google, e Facebook (-0,29%). Já a Intel despencou 4,18%, após a Nvidia (+5,62%) anunciar que irá fabricar um novo modelo de processadores para computadores de data centers, competindo com a Intel em um mercado que, atualmente, é dominado pela companhia. Contrariando o movimento geral do setor, Tesla (+3,69%) e Amazon (+0,21%) registraram avanço, enquanto a Microsoft terminou próxima à estabilidade, em alta de 0,02%.

Ações de companhias petroleiras também acumularam perdas hoje, diante de preocupações com a recuperação da demanda por petróleo por causa do recrudescimento da pandemia de covid-19 na Europa e em países emergentes. A Chevron teve baixa de 1,11%, enquanto a ExxonMobil recuou 0,66% e a ConocoPhillips, 0,72%.

O papel da Boeing estendeu o ritmo recente de queda e fechou em baixa de 1,13% hoje, ainda diante das incertezas quanto ao seu modelo 737 MAX, além da piora da pandemia em algumas regiões do mundo.

Também repercutiu entre investidores falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, que afirmou em entrevista à emissora de TV CBS, transmitida ontem, que a economia americana está em um "ponto de inflexão positivo". Powell ainda rechaçou a possibilidade de um aumento nas taxas de juros ainda em 2021.

O presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, por sua vez, prevê uma alta nos Fed funds apenas em 2023. Ele afirmou também que a principal preocupação no momento deve ser recuperar a economia dos EUA, deixando o déficit orçamentário, que atingiu US$ 660 bilhões em março, em segundo plano.

Amanhã, os investidores ficarão de olho na divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA em março. A mediana das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast aponta para um avanço de 0,5% da inflação americana no mês passado, na comparação com fevereiro.
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