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Economia
Bancos oferecem crédito para empresas, mas exigências dificultam a concessão
Publicado por Redação VitóriaNews
Foto: Marcos Santos/USP imagens

Por Walter Conde

Empresas seriamente afetadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid 19) e diante da crise econômica que surgiu a partir do isolamento social e do fechamento obrigatório, mesmo estando instaladas há cerca de cinco anos no mercado, vem encontrando dificuldade para obter a concessão de financiamentos. Para obter um empréstimo em torno de R$ 150 mil voltado a recuperar o fôlego até a economia restabelecer em sua plenitude, há muita dificuldade diante das exigências impostas pelos bancos.

De acordo com o Sebrae nacional, o maior desafio são as garantias solicitadas pelas instituições financeiras para concessão do empréstimo. O problema encontrado pelas empresas de menor porte está na falta de documentação necessária para a obtenção dos valores dentro dessas regras, em especial o Balanço Patrimonial bem estruturado, uma vez que existe um grande despreparo das pequenas e médias empresas no que tange à documentação. Em todo o Brasil há cerca de 16 milhões de micro e pequenas empresas, segundo o Sebrae.

Muitas dessas empresas são negócios familiares, de bairro, com nenhum ou poucos funcionários. Quem presta o serviço costuma ser também quem lida com fornecedores, faz compras, pagamentos e fecha as contas do mês. A reclamação é que os agentes financeiros estão mantendo o mesmo padrão de burocracia, o que dificulta o acesso ao crédito e a sobrevivência desses negócios.

Ao solicitar um empréstimo, é exigida apresentação de documentos, como o contrato social da empresa, declaração de faturamento, certidões negativas e balanço patrimonial do último ano. A instituição financeira quer entender como o dinheiro será aplicado e se a empresa tem capacidade de gerar caixa e quitar a dívida.

Outra agravante foi reconhecida pelo próprio presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, que admitiu que os bancos têm elevado os juros, devido ao aumento do temor de inadimplência gerado pela pandemia, e que existem dificuldades para fazer com que os recursos liberados para empréstimos cheguem de fato às empresas e pessoas.

Embora os números observados pelo BC não mostrem uma tendência de alta dos juros, a pesquisa observou que no Itaú e no Bradesco houve aumento nas taxas médias (e incluem todos os portes de empresas, inclusive de segmentos que podem estar enfrentando mais dificuldades). O BC ainda constatou que na linha de capital de giro com prazo até 365 dias, a taxa do BB, Caixa e Santander foi menor em março do que em fevereiro.

BANCOS – O Banco do Brasil (BB) anunciou a liberação de R$ 48 bilhões para reforçar as linhas de crédito destinadas a empresas. Os recursos serão disponibilizados para capital de giro, investimento e antecipação de recebíveis e podem ser solicitados pelos canais digitais e nas agências. Na denominada Linha de crédito emergencial Fopag Covid-19 está disponível uma linha de crédito para financiar a folha de pagamento dos.

O crédito no BB tem repasses de fundo emergencial aprovado pela União para financiar, durante dois meses, a folha de pagamento de pequenas e médias empresas. Para essa linha o BB inicia a cobrança seis meses após a concessão, cujo empréstimo poderá ser parcelado em 36 meses, incluindo a carência, com taxa de juros 3,75% ao ano e com alíquota zero. Os juros de carência são diluídos nas demais parcelas. É exigido como garantia o aval de sócios/dirigentes.

A Caixa lançou neste período de pandemia o Crédito Especial Caixa Empresas, com taxa de juros de 0,57% ao mês e carência de 60 dias. São disponibilizadas ainda linhas de crédito especiais, com até seis meses de carência, para empresas dos setores de comércio e prestação de serviços, mais afetadas pelo momento. Linhas de aquisição de máquinas e equipamentos também terão taxas reduzidas e carência de até 60 dias.

Os recursos do financiamento da Caixa, caso o empresário tenha sua solicitação aprovada, podem ser usados para equilibrar o fluxo de caixa, repor os estoques, pagar salários e 13º, fornecedores e despesas diversas. O limite de financiamento é determinado com base em análise da empresa, efetuada pela Caixa. O agente financeiro exige como garantias Garantias: Cédula de Crédito Bancário (CCB), emitida pelo tomador em favor da Caixa, avalizada pelos sócios dirigentes da empresa. Garantia complementar do Fundo de Garantia de Operações (FGO), de acordo com as condições estipuladas pelo Fundo.

Regionalmente, o Bandes e o Banestes lançaram conjuntamente uma linha de crédito empresarial em época de pandemia do novo coronavírus. "Essa ação, em parceria com o Bandes, reforça o direcionamento adotado pelo Banestes, que está atrelado à sua missão, de oferecer crédito com condições diferenciadas para a sociedade. Por isso, o Banco trabalha sempre com as taxas mais competitivas do mercado, com o foco em contribuir com o desenvolvimento do Espírito Santo. Em um cenário crítico como o atual, não poderíamos deixar de atuar em prol do empresariado capixaba”, disse o presidente do Banestes, José Amarildo Casagrande.

“Por ser um banco que atua alinhado com as políticas de Governo, neste momento precisamos disponibilizar o apoio necessário aos empreendedores de todos os setores produtivos o acesso mais fácil ao crédito, para que possam retomar as suas atividades", completou o presidente do Bandes Maurício Cézar Duque. Foram destinados R$ 250 milhões em recursos para contratações da linha de crédito emergencial, direcionada às empresas de segmentos que sofreram perdas em decorrência da pandemia do Covid-19. O valor do financiamento é de acordo com a capacidade de contratação da empresa, com a taxa de juros sendo a partir de CDI + 0,32% ao mês, carência de até 6 meses e prazo de pagamento em até 48 meses.

As exigências para a concessão são rígidas. O Banestes e o Bandes exigem garantias reais, como imóveis ou outros ativos, com descrição sucinta e garantias pessoas, como avalistas, cônjuges/companheiros ou de empresas coligadas, nome, CPF/CNPJ e ainda o tomador do empréstimo tiver um avalista casado sob o regime da comunhão parcial de bens, os dados deverão ser informados também para os cônjuges. Se o avalista for empresa, informar: Razão Social, CNPJ, endereço.

E se o interessado no financiamento emergencial do Banestes e Bandes não for microempreendedor individual (MEI), é obrigado a apresentar as três últimas demonstrações contábeis e o balancete mais recente, com defasagem máxima de 90 dias, autenticados na forma legal pelo Sistema Publico de Escrituração Digital da Junta Comercial do Espírito Santo (SPED/JUCEES), juntamente com a cópia devidamente registrada na JUCEES da última alteração do contrato ou estatuto social. Caso contrário, o empréstimo será negado.

Já os associados Sicoob contam com a linha criada recentemente para fazer frente à pandemia denominada de “Sicoob ao seu lado”. A linha de crédito surgiu com o intuito de minimizar os reflexos decorrentes da pandemia do novo Coronavírus e valem para as cooperativas Sul, Leste Capixaba, Central-Serrana, Norte, Sul-Serrana, Credirochas e Sul-Litorânea, da qual Guarapari, Anchieta e Alfredo Chaves fazem parte.

As opções do Sicoob incluem prorrogação do pagamento das parcelas por 90 dias e reestruturação das dívidas com prazo de seis meses para iniciar o pagamento. Além disso, os juros do cartão e de outras linhas de crédito foram reduzidos e o prazo para pagamento da primeira parcela do crédito automático foi ampliado para 120 dias. Para os associados que não desejam prorrogar as parcelas ou a reestruturação das suas dívidas, está resguardada a manutenção dos contratos sem alteração. Os financiamentos vão de 12 a 48 meses, com taxas de juros entre 1,20% a 1,45%.

Os grandes bancos privados nacionais, como o Bradesco, Itaú e Santander anunciaram conjuntamente adesão ao fundo emergencial da União voltado para o financiamento de linha de crédito, por dois meses, para folha de pagamento de empresas clientes de cada banco que tenham faturamento anual de até R$ 10 milhões. As condições e exigências também são semelhantes aos demais bancos privados ou governamentais.

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